Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 08/04/2021

Na obra literária “O cortiço”, do escritor Aluísio Azevedo, é retratada a moradia de ex-escravos em estalagens coletivas no século XIX. A trama evidencia as condições insalubres e propicias ao aparecimento de doenças que aqueles indivíduos viviam por faltas de asseamentos essenciais para o local. Hodiernamente, assim como na ficção, por infelicidade, uma parcela da população brasileira ainda encontra-se em ambientes como os moradores do cortiço, isso porque o Brasil enfrenta vários desafios para melhorar o precário saneamento básico canarinho, sobretudo pela negligencia estatal para com o desenvolvimento das cidades e a falta de investimentos necessários nesse âmbito.

Inicialmente, o Estado não planeja o crescimento urbano e faz com que uma parte dos municípios seja negligenciada. Sob esse viés, as cidades brasileiras são marcadas pela segregação de seus espaços em uma região de grande concentração econômica e por isso recebem maiores investimento públicos, assim como uma outra que não está inserida nessa área e não recebe a atenção estatal fundamental para um pleno desenvolvimento. Logo, essa localidade esquecida cresce sem o mínimo de planejamento prévio de sua ampliação e sua infraestrutura básica, que ocasiona sérios problemas, como a má qualidade de água, destino inadequado do lixo, falta de rede de esgoto e de escoamentos pluviais, os quais são os fatores cruciais para a proliferação de doenças causando riscos à população.

Outrossim, o Estado não disponibiliza investimentos suficientes para a efetivação de obras no território nacional. Nesse contexto, segundo o site BBB NEWS, o ivestimento no saneamento básico brasileiro entre os anos de 2009 e 2014 foi muito menor que o necessário para a melhoria do setor no País. Dessa forma, é inegável que a falta de dinheiro nesse âmbito impacta tanto em pesquisas territóriais para compreensão do déficit sanitário que atinge a nação, quanto na construção de estações salubres primordiais para o benefício da população. Assim, os avanços no amparo dos cidadãos ocorrem de forma lenta e que não atendem a carência brasileira.

Diante do exposto, é fundamental que o Estado destine maior quantidade de verbas para o planejamento e a infraestrutura do saneamento básico no Brasil, por meio da criação de novas políticas públicas, que atentas aos desafios enfrentados na melhora do problema deve diminuir a burocratização no acesso ao capital posto para essa esfera e garantir o progresso em todo o território nacional, com a finalidade de que mesmo com o crescimento das cidades o País esteja preparado para o amparo de toda a população e para que os projetos e  obras sejam realizadas de forma efetiva.