Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 09/04/2021
De acordo com a Constituição brasileira, a saúde é direito de todos e dever do Estado. Entretanto, observa-se o descumprimento dessa norma ao considerar a falta de saneamento básico em muitas cidades brasileiras, devido à falta de investimento e a carência de estudos mais a fundo sobre o local a ser tratado, dando abertura para o surgimento de diversas doenças e, consequentemente, o mal-estar dos cidadãos. Logo, faz-se necessário analisar os desafios para reverter esse cenário brasileiro.
Primeiramente, de acordo com o Ranking de Saneamento Básico 2019, quase metade da população brasileira não possui coleta e tratamento de esgoto. Em razão disso, a proliferação de doenças como esquitossomose, dengue e leptospirose acontece com uma frequência maior e afeta a vida de indivíduos que podem não ter condições de pagar um tratamento particular, observando o fato de que o maior número de regiões sem saneamento básico são áreas pobres, e considerando que na saúde pública há uma demora no atendimento e uma falta de recursos. Com isso, o governo brasileiro criou o PLANSAB (Plano Nacional de Saneamento Básico) que visa a mudança nos locais que sofrem com esse cenário.
Contudo, a falta de investimento no PLANSAB e os estudos superficiais sobre a região a ser tratada, como o caso mostrado pelo G1 de Juiz de Fora que teve a ampliação da produção de água parada por falhas no projeto, dificultam a melhora do quadro brasileiro. Estima-se pelo Instituto Trata Brasil, que o investimento deveria ser de 15 bilhões de reais por ano, mas o Estado investe apenas 9 bilhões. Dessa forma, o prazo para alcançamento das metas estabelecidas tem um aumento significativo.
Então, conclui-se que há desafios para modificar o precário saneamento básico brasileiro que afeta a vida dos cidadãos. Portanto, cabe à população pressionar o Ministério da Saúde e o do Meio Ambiente, por meio de petições onlines e redes sociais, para o investimento e maior atenção aos estudos relacionados ao asseamento das cidades. Assim, espera-se que haja uma diminuição das desigualdades em relação ao bem-estar humano.