Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 07/04/2021
A obra Urupês de Monteiro Lobato, dá vida ao famoso personagem Zeca Tatu. Este representa a ausência do Estado com relação aos trabalhadores rurais, que sofrem com um sistema de desigualdade, quando comparado as grandes cidades, o que afasta deles uma boa infraestrutura e boas políticas sanitárias. Em analogia a Zeca Tatu, a sociedade brasileira não está diferente, os desafios para melhorar o precário saneamento básico crescem a cada dia mais. Este problema é decorrente de dois fatores: a expansão acelerada das cidades e a falta de políticas públicas.
A princípio, convém ressaltar como principal responsável por esse contratempo, a acelerada expansão das cidades. Em decorrência do rápido processo de urbanização, os impostos cobrados em cima de qualquer produto subiram. Manter os mesmos padrões de vida mais antigo passou a ser bem complicado, e isso fez com que muitas famílias fossem obrigadas a viver em bairros periféricos da cidade, que não recebem a visibilidade necessária por parte do governo. Esse crescimento da população em zonas periféricas fez aumentar ainda mais a falta de saneamento nessas cidades, causando assim inúmeros problemas de saúde para população, e uma enorme degradação ambiental.
Por outro lado, a ausência de políticas públicas também é um fator bastante decisivo para ocorrência de tal problema. A falta de planejamento e investimento na infraestrutura e no saneamento das cidades está impactando cada vez mais a vida da população. De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), mais de 80% da população tem acesso a água tratada, mas somente cerca de 50% tem coleta de esgoto. As obras para melhoria do saneamento estão se tornando cada vez mais difíceis de se encontrar, os esgotos estão correndo a céu aberto, os lixos sendo jogados em lugares inadequados e a saúde da população ficando diariamente mais fragilizada, e facilmente exposta a alguma doença infecciosa.
Infere-se, portanto, que medidas sejam tomadas o quanto antes, com o intuito de ter uma melhor estrutura de saneamento básico. Sendo assim, faz-se necessário que o Governo Federal invista em tratamento de água e esgoto, para que possa melhorar a infraestrutura das cidades, e contribuir para melhoria do sistema hídrico. Além disso, a participação privada é de suma importância para garantir a expansão e aperfeiçoamento na qualidade dos serviços. Ademais, a parceria das prefeituras com as universidades locais é de total relevância, visto que as pesquisas feitas podem contribuir bastante para o desenvolvimento da cidade. Pois, como diz na Segunda Lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu estado inicial até que uma força contraria ao mesmo seja aplicada.