Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 17/04/2021

Segundo a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 196, é dever do Estado garantir o bem-estar, bem como medidas que visem à redução de riscos à saúde dos cidadãos brasileiros. Em contrapartida, os dados do Ministério de Desenvolvimento Regional, referem-se a 2018, registrando que metade da população brasileira não tem acesso ao saneamento básico.

Em primeira instância, o acesso ao saneamento básico tem relação direta com uma boa qualidade de vida, por meio dele, as pessoas podem ter uma vida mais digna, uma vez que direitos básicos são garantidos. No entanto, no Brasil, os dados revelados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que anualmente 15 mil brasileiros morram e 350 mil internados, devido a doenças ligadas à precariedade dos serviços sanitários, sendo a maioria, crianças.

Em segundo lugar, além de ser uma ameaça à saúde pública, sendo o estopim para a transmissão de doenças como Leptospirose, Cólera e Esquistossomose, o que revela uma enorme desigualdade, a falta de saneamento básico também contribui para a proliferação de Covid-19, o que, diante do cenário atual, se torna um problema socioeconômico de maiores proporções para a nação brasileira. É de suma importância reconhecer que o SUS exerce um papel fundamental no que tange à saúde pública, porém, devido à grande quantidade de pessoas sofrendo do mesmo mal, recorrer e receber ajuda nos dias atuais tem sido um grande desafio.

Em resumo, pelo fato das atitudes individuais das pessoas também refletirem nos resultados, se cada um cuidar do seu próprio lixo, por exemplo, já iria gerar um avanço. Bem como, se o Governo controlasse melhor o descarte de lixos industriais e investissem mais no saneamento, uma grande melhoria seria gerada, inclusive na questão da saúde pública.