Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 07/04/2021
Em algumas civilizações antigas, já havia o mínimo de saneamento, como na grande Roma, enquanto as ruas apresentavam encanamentos que serviam de fonte pública e, com o objetivo de prevenir doenças, separava a água para consumo da população. Embora tenha passado muitas décadas desde a Idade Média, no Brasil, há milhões de brasileiros sem acesso ao atendimento de água e à coleta de esgoto. Mesmo com avanços tecnológicos o saneamento básico nas cidades brasileiras é precário, devido aos entraves políticos e o desperdício de água.
Em primeira análise, a corrupção no país é apontada como um dos principais entraves políticos. Através das operações da Lava Jato, no ano de 2016, foram citadas durante uma investigação, esquemas que ocorreram entre empresas privadas e prefeituras ou governo, os estados recebiam investimentos com objetivo de universalizar o saneamento, mas o dinheiro nunca foi transformado em melhorias. Esses recursos desviados são o motivo de muitas obras de saneamento estarem paradas, desse modo, muitas famílias são expostas ao mal cheiro dos esgotos abertos, doenças e falta de água potável. Assim, muitas pessoas morrem por causa da precariedade no saneamento básico.
Ademais, de acordo com o presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, as principais causas do desperdício são os problemas nas redes de distribuição: sistemas antigos, estruturas malfeitas e encanamentos de má qualidade, 37% do volume de água potável é perdida na rede de abastecimento, essas perdas dificultam novos investimentos em abastecimento e saneamento, limitando a oferta de serviços essenciais à população. Devido ao enorme desperdício de água, são geradas enormes tarifas para a população brasileira, esse fator impede a universalização do saneamento básico.
Portanto, para combater os desafios do precário saneamento básico no Brasil, os ministérios da Economia e da Saúde precisam se unir em um projeto que proteja os investimentos direcionados para a criação de redes de recolha de esgoto, do lixo, tratamentos e distribuição de água. Com o objetivo de impedir o desvio de recursos e garantir que as obras saiam do papel e sejam concluídas. Desta forma, estes atos mudaria a qualidade de vida da população brasileira.