Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 08/04/2021

No final do século XVIII, com o desencandeamento da Revolução Industrial, a população das cidades aumentou muito, causando um maior acúmulo de lixo e excrementos nas ruas. Diante desse fato, sabe-se que esse cenário ainda se encontra presente no dia a dia de muitos brasileiros. Nessa perspectiva, é notória a necessidade de que esse desafio seja superado para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Em primeira análise, vale destacar a existência da Lei Nacional de Saneamento Básico - n°11.445, que estabelece o acesso ao saneamento básico a toda população, no entanto, sabe-se que a universalização desse direito está longe de ser alcançada. Conforme o SNIS 2017 - Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento - cerca de 100 milhões de brasileiros não tem acesso a tal recurso. Isso se deve à falta de investimentos governamentais, principalmente, em cidades e regiões desprovidas de movimentos econômicos e turísticos.

Ademais, é de suma importância salientar que, no ano de 2017, cerca de 6 mil piscinas olímpicas de esgosto não tratado foram lançados na natureza. Vista disso, sabe-se que tal ação pode gerar desestabilização no meio ambiente com o processo de eutrofização, destruindo inúmeras vidas aquáticas e produzindo inúmeras substâncias nocivas à saúde humana.

Portanto, torna-se essencial medidas governamentais para o revertimento de tal problemática, como investimentos em estudos específicos para cada região, além de também destinar parte da verba para obras e serviços. Somado a isso, é importante garantir a conscientização da  população para que ela entenda o seu papel em como preservar recursos naturais e o meio em que vive - desde o descarte correto do lixo até o consumo consciente de água.