Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 13/04/2021

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se que a irresponsabilidade do governo no que tange a questão do precário saneamento básico brasileiro. Dessa forma, observa-se que o precário saneamento básico reflete em um cenário desafiador, seja em virtude de desigualdade social. Seja pela falta de investimento.

Primeiramente, vale ressaltar que o Brasil ainda sofre com alguns traços deixados pela colonização e pelo fim tardio da escravidão. Devido a ambos esses fatores muitos pretos deixaram de ter condições para se estabelecer na sociedade. Isso levou a maioria deles a maioria deles morarem em zonas periféricas. Pode-se observar isso a partir de um dado fornecido pelo TETO Brasil, que revela que, em 2016, 70% da população que morava nas periferias de São Paulo era preta ou parda.  Em um levantamento do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistíca, feito em 2015, 55,3% dos lares negros tinham saneamento básico contra 71,9% dos lares brancos. Além disso, uma pesquisa feita pelo IBGE, aponta que pessoas pretas e pardas têm mais probabilidade de viver em lares em condições precárias, sem acesso paralelo a água, esgoto e coleta de lixo em relação a população branca. Dessa, forma, conclui-se que é preciso uma revisão do Governo, junto das distribuidoras de saneamento, sobre essa desigualdade existente entre pessoas pretas e brancas.

Ademais, a falta de investimento no setor também contribui com a subdivisão ineficiente desse bem. De acordo com uma pesquisa feita com as 100 maiores cidades do país pelo Instituto Trata Brasil,  dessas 100 cidades, 70 reinvestem menos de 30% do que arrecadam no setor. Esse estudo feito, também realça que os investimentos realizados atualmente estão abaixo do necessário para a universalização do serviços.  Também, conforme dados do Plano Nacional de Saneamento Básico, deveria ser feito um investimento de 24 bilhões de reais ao ano até 2033, para alcançar a universalização. Entretanto, os valores investidos nos últimos anos ficaram entre 12 bilhões, metade do necessário.

Portanto, a fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de determinados agentes implicados em saneamento básico. Desse modo, o Governo deve revisar o plano de saneamento, entre pretos e brancos, por intermédio de reuniões feitas com as distribuidoras de cada estado. Ele também deverá aumentar a aplicação em saneamento nos estados, por meio de dinheiro dos impostos, esses serão fiscalizados por agentes do governo, para garantia de resolução do problema. Como resultado dessa nova perspectiva, ocorrerá a diminuição da situação precária do saneamento.