Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 07/04/2021

Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomás More, é retratado uma sociedade perfeita, a qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas.Entretanto, o visto na sociedade atual difere do que o autor prega, uma vez que a dificuldade para melhorar o saneamento básico na sociedade hodierna funciona como uma barreira para concretização dos ideais do pensador.Isso ocorre tanto pela negligência do estado em formular políticas públicas auxiliadoras positivadas, quanto pela desigualdade social presente na hodiernidade. Dessa maneira, torna-se necessário a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento do corpo social brasileiro                                                                       Primeiramente, é indispensável pontuar que o impasse na resolução da precariedade do saneamento básico atual deriva da ineficácia do Governo em cumprir sua função como órgão auxiliador da organização social.Baseado no pensador Thomás Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar da população.No entanto, o notado na contemporaneidade é o oposto ao analisado pelo filósofo em questão, já que a negligência das autoridades na formulação de políticas públicas que efetivem os direitos de saúde e higiene primários da sociedade contribui para construção de um cenário arriscado para a saúde da coletividade ,devido ao aumento da disseminação de doenças.                                   Ademais é imperativo ressaltar a desigualdade social como fato promotor da problemática contemporânea .De acordo com o sociólogo Karl Marx, as desigualdades na sociedade impedem de maneira direta o progresso da população.Com isso, analisa-se que uma relação intrínseca entre a realidade atual e os fatores sociais, visto que a falta de capital para compra de residências em lugares renomados força as minorias a se alojarem em regiões periféricas que apresentam péssimas condições de vida e difícil acesso, acarretando na dificuldade de atuação dos órgãos sociais, e funcionando como empecilho para o melhoramento do saneamento básico atual.                                                                      Assim, cabe ao Ministério da Saúde em conjunto com a Secretaria Nacional de Saneamento, por meio de pesquisas de países com resultados positivados, formular políticas públicas que efetivem o saneamento básico hodierno, como a utilização de tecnologias que potencializem o tratamento usado atualmente, usufruindo de meios orgânicos e menos danosos ao ambiente.Outrossim ,é função do governo federal, direcionar maior quantidade de verbas para o saneamento básico, a fim de melhorar o processo como um todo e aumentar a mão de obra empregada na construção de um cenário positivado. Dessa maneira, atenuar-se-á a problemática contemporânea