Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 07/04/2021

A saúde consta na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, que todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar-lhe saúde e bem-estar, inclusive serviços sociais. Conquanto, na prática, o défict no saneamento básico do Brasil impossibilita que à população desfrute desse direito universal. Nesse viés, este desafio deve ser superado de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Em primeira análise, o geógrafo Milton Santos, classificava o território nacional brasileiro em espaços opacos e luminosos, segundo o qual o luminoso tem maior atenção do Governo e os opacos são menos contemplados. A partir dessa reflexão, percebe-se que o pensamento do geógrafo está correto, porque os que mais sofrem no Brasil com a falta de políticas públicas que visam melhorar a higiene básica são os mais pobres.

Em segunda análise, podemos ressaltar a negligência do Poder Público como um dos grandes agravadores da poluição dos afluentes, pois sem o devido tratamento o esgoto é diretamente jogado em rios, causando o fenômeno da eutrofização, o qual desestabiliza toda uma cadeia ecológica. De acordo com o Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento, 48% da população brasileira não possui coleta de esgoto. É inaceitável que com a quantidade de tributos imposto ao brasileiro, ele não possa contar com o mínimo que o Estado tem o dever em lhe oferecer.

Em virtude dos fatos mencionados, é de suma importância que o Governo Federal crie projetos em faculdades, o qual promova incentivos a novas ideias sustentáveis que possam gerar efluentes em energia e fertilizantes, por meio de biodigestores, a fim de que assim haja novas possibilidades de lidar com o saneamento básico, além de ser uma medida mais rápida. Desse modo, à nação se distanciará da escuridão e se tornará totalmente luminosa.