Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 19/04/2021
Saneamento básico é a infraestrutura que garante a qualidade de vida e desenvolvimento socioeconômico de uma população. Em virtude do caminho percorrido pelo desenvolvimento brasileiro até a atualidade, percebe-se que a desigualdade social influenciou diretamente em vertentes sociais e econômicas, sendo o saneamento básico composto por essas vertentes, conforme o tempo avança, é perceptível a precariedade dos saneamentos básicos em partes mais pobres da população. Dessarte, instituições governamentais e não governamentais procuram melhorar a precariedade desses sistemas sanitários da parte com menos capital da população, procurando as possíveis causas, consequências e soluções para essa grave precariedade sanitária que aflinge grande parte da população brasileira.
Primordialmente, essa precariedade deve-se ao avanço do desenvolvimento das cidades e metrópoles brasileiras, conforme o desenvolvimento de uma cidade progride, a desigualdade pode progredir em mesma proporção ao seu desenvolvimento se não tomadas providências sanitárias necessárias, progredindo também a insuficiência da melhora de sistemas sanitários públicos. O Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS), divulgou dados preocupantes sobre o saneamento básico brasileiro, cerca 46% do esgoto gerado é efetivamente tratado, sendo gerado por metade da população brasileira que possui acesso à rede de esgoto, visto que a Constituição Federal de 1988, que assegura como direito a universalização no acesso ao saneamento básico e à água potável.
A parte da população que é prejudicada com esses problemas sanitários, também sofre com outros problemas sociais, como essa parcela não tem acesso à educação e saúde de qualidade, os problemas gerados na parcela com baixa renda são de menor importância para a parcela da poplação que detém uma média ou alta renda. Portanto, a urgência para a resolução desse problema é menor do que outros problemas sociais de mesma importância, a falta de medidas efetivas para resolver o problema evidencia outros problemas sanitários públicos, como a mortalidade infantil e aumento de gastos com saúde pública.
A partir dos dados apresentados anteriormente, a criação de leis sanitárias efetivas e regulamentadas seriam soluções eficazes contra problemas sanitários, reduzindo assim, a mortalidade infantil e o gasto excessivo com a saúde pública, resultando assim, em um maior investimento em saneamento básico público de qualidade para a população afetada por esses problemas. O governo, junto de instituições sanitárias, deveria conceder mais atenção e foco nos problemas sanitários brasileiros e seus prejudicados, ampliando o acesso dessa parcela da população a sistemas de saúde e educação de qualidade, desse modo, diminuindo os problemas decorrentes de falta de saneamento básico.