Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 19/04/2021

Cerca de 30 milhões de pessoas que vivem nas grandes cidades brasileiras ainda não têm acesso à coleta de esgoto, segundo mapa do saneamento básico feito pelo Instituto Trata Brasil e a GO Associados nos 100 municípios mais populosos do país. O estudo utilizou números do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (SNIS), publicado pelo Ministério das Cidades.

De acordo com um estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil em 2014, o Brasil ocupa a 112ª posição em um conjunto de 200 países no quesito saneamento básico. O estudo mostra ainda que, se houvesse uma cobertura mais ampla do saneamento, as internações por problemas de saúde diminuiriam bastante e traria uma economia em torno de R$ 121 milhões.

Um estudo realizado por pesquisadores da USP e veiculado no Le Monde Diplomatique Brasil relaciona fatores de saneamento básico como abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto com o alto número de casos e mortes por covid-19 no País, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, especificamente Amazonas e Ceará, que possuem saneamento deficitário, o que, de acordo com a pesquisa, pode permitir a proliferação do novo coronavírus.  O saneamento básico no Brasil é um desafio para os governos, que devem intensificar os investimentos públicos em todos os níveis.

O atual governo e os próximos têm a árdua tarefa de traçar um planejamento rigoroso, capaz de atingir as metas estabelecidas. Portanto, o trabalho precisa começar com a organização do atendimento das necessidades do setor. Há a necessidade de investimentos para abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, alcançando a universalização de serviços essenciais para a qualidade de vida da população brasileira.