Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 09/04/2021

No texto “Três milhões de idiotas”, de Monteiro Lobato, descreve-se a difícil situação de moradores rurais em relação a grande proliferação de insetos e a disseminação da doença de Chagas, devido a fatores ligados à falta de saneamento básico. Trazendo aos dias atuais, diversos lugares no Brasil ainda não possuem algo que deveria ser comum, o saneamento, e acabam enfrentando dificuldades diárias. Diante disso, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no precário saneamento brasileiro.           De acordo com o Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (Snis), atualmente, no Brasil, cerca de 53% da população possui acesso à rede de esgoto, porém de todo esgoto produzido, somente, 46,3% é tratado. Nesse contexto, grande parte do país vive em situação precária e ainda sofre com a falta de saneamento básico. Por conseguinte, esses fatores geram problemas sociais, econômicos e ambientais, afetando direta e indiretamente a população. Ademais, o que o Governo gasta em saúde, em decorrência da falta de serviços sanitários, é muito superior ao que se gastaria com investimento adequado em saneamento.                                                                                                  Sabe-se que, devido à exposição em ambientes precários, a incidência de doenças é maior, como por exemplo a leptospirose, cólera e até mesmo a dengue. A falta de acesso a direitos básicos por parte da população e de planejamento para a universalização de esgotamento sanitário e água por parte do governo atingem a maioria das camadas sociais. Contudo, é evidente que a classe de baixa renda é, de fato, a mais afetada. Além disso, a destinação incorreta do lixo contribui para que, nos momentos de chuvas fortes, esses lixos aumentem a probabilidade de enchentes e contaminação da água, o que intensifica os desafios enfrentados por todos nessa questão.                                                                           Em suma, é necessário o reconhecimento do cenário atual e ações que minimizem as dificuldades sanitárias. Através Com o apoio da mídia, convém a formação de grupos entre moradores e a prefeitura de cada cidade, a fim do compartilhamento da situação do local e, futuramente, uma resolução para esses problemas. Outrossim, o governo deve desenvolver diretrizes regulatórias claras e eficazes, e tratar esse problema como prioridade, com intuito da diminuição de habitantes sem acesso aos serviços sanitários básicos e consequente melhoria na qualidade de vida dos que sofrem com essa precariedade constantemente.