Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 19/04/2021

No Brasil, o serviço de saneamento não atinge a totalidade dos seus habitantes. Na obra “Três milhões de idiotas” de Monteiro Lobato, onde é contado as dificuldades enfrentadas pela população anos 20. Mostrado que a falta deste serviço ocasionava epidemias e reforçava os estigmas sociais vividos até os dias de hoje. Em consonância, entende-se que a camada afetada é a massa popular, em sua maioria. Portanto, somente a pressão popular e a intensificação de investimentos podem reverter esse cenário.

Em primeiro lugar, vale discutir sobre a importância de se investir em saneamento básico.

Empregar recursos nesse setor, principalmente em esgotamento, impacta diretamente na saúde pública, visto que muitas doenças são prevenidas com saneamento. Entretanto, de acordo com o Instituto Trata Brasil, apenas 40% do esgoto é tratado em território nacional, colaborando, assim, para a difusão de vários patógenos.

Além disso, a cobrança do povo é muito importante nessa questão. Existem leis e planos no país que visam garantir o acesso aos serviços de saneamento por todos, porém grande parte da população, sobretudo aqueles que vivem nas áreas mais pobres, não gozam desses serviços. Dessa maneira, somente a mobilização social para pressionar o Poder Público poderá amenizar esse problema. É evidente, portanto, que para melhorar o precário saneamento básico brasileiro é necessário pressão popular e maiores investimentos governamentais.

Diante disso, é preciso que o governo empregue mais recursos na criação de centrais de tratamento e coleta de esgotos, bem como ampliar o acesso à água tratada, sobretudo nas áreas mais carentes, com o intuito de melhorar a qualidade de vida das pessoas. Ademais, a população deve se mobilizar nas mídias sociais e organizar protestos e passeatas que visem cobrar o cumprimento das leis pelos governantes. Dessa forma, o Brasil poderá melhorar o seu sistema de saneamento básico.