Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 18/04/2021
Dez anos após a entrada em vigor da “Lei de Saneamento Básico” no Brasil, metade da população do país ainda não tem acesso a instalações de saneamento. Segundo estatísticas do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), apenas 50,3% da população pode usar a rede de esgoto, enquanto 83,3% da população pode usar água tratada. Não só a falta de planejamento urbano, mas também a desigualdade regional o comprova. Nessa perspectiva, é necessário discutir o desafio de melhorar a instável saúde básica do Brasil.
Baseando-se nisso, o processo de urbanização do Brasil no século XX trouxe uma série de consequências, sendo muitas negativas. A falta de planejamento urbano leva a um crescimento populacional acelerado e é impossível planejar espaços de vida adequados. Consequentemente, com o desenvolvimento das cidades, os problemas de saúde pública e o ambiente fragilizado aumentam, situação cada vez mais evidente, uma vez que o Brasil ocupa a 112ª posição no ranking de saneamento básico entre 200 países no mundo. Segundo o Instituto Trata Brasil.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil tem suas regiões com nível de primeiro mundo, como São Paulo e Rio de Janeiro, e cidades com taxas de tratamento de esgoto superiores a 93%, mas há diferenças em comparação com outras partes do País. Por exemplo, a taxa de Belém é de 7,7 % e Macapá, com 5,5%, números que englobam favelas que, desde o século passado, sofreram discriminação social e governamental devido ao êxodo da população rural. No entanto, algumas medidas devem ser tomadas para resolver esse problema. O governo federal deve focar sua atenção nas áreas com maior carência de planejamento urbano e nas áreas com mais desigualdades, implantar redes de tratamento de esgoto, tratamento de água, coleta seletiva e ampliar os investimentos para cumprir integralmente a Lei de Saneamento Básico, diminuindo assim a taxa de desfavorecidos e a desigualdade regional em relação a problemática.