Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 18/04/2021
Pensando na disponibilidade da água, esse não seria um problema, visto que o Brasil possui 12% da água doce do mundo que está na superfície. Por outro lado, o tratamento e a divisão dessas águas que são o verdadeiro problema. Essa realidade reflete imediatamente na saúde, principalmente pelo consumo de água sem tratamento adequado.
Um exemplo disso é a saúde pública cuidar de um paciente com doença de origem sanitária e ele voltar duas semanas depois com o mesmo problema, pois o agente causador continua lá. Dados do IBGE indicam que nos últimos anos, mais de 800 mil casos de doenças estão ligadas à má qualidade da água, enchentes, falta de tratamento de lixo e esgoto.
Outro ponto importante para destacar é que a maioria sem acesso ao saneamento básico faz parte da população mais carente do país. Todavia, mesmo a classe baixa sendo a mais afetada, isso traz prejuízo para a população inteira: causa proliferação de doenças, ocasiona enchentes, desvaloriza o turismo, provoca poluição devido os esgotos correndo a céu aberto, entre outros.
Diante disso, nota-se a necessidade de medidas para que essa problemática se torne menos prejudicial. É dever do governo criar meios para que o planejamento do setor seja realizado com qualidade (com fiscalização, leis mais rígidas, capacitação e definição de parâmetros). Dessa forma, haverá uma garantia maior de que toda a população terá acesso ao saneamento básico.