Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 19/04/2021
No século XIV a Europa Medieval passava por uma pandemia, a da Peste Bubônica. Doença causada pela falta de higiene e saneamento, fazendo-se propagar a bactéria Yersinia Pestis, causadora da Peste. É notório que as noções de higiene da época eram distintas as que existem no século XXI. Porém, a falta de saneamento básico não deixa de ser um problema, sendo um principal meio para propagação de inúmeras doenças. Além de se tornar uma dádiva concedida a poucos em certos lugares, onde deveria ser um direito vetado e concedido. Essa temática constitui um problema a ser resolvido, pelos órgãos Governamentais, assim como pelas autoridades.
O escritor Monteiro Lobato investiu no assunto ao longo de sua vida, em seu artigo Um Milhão de Idiotas disse: “se tencionamos subsistir como povo soberano, o caminho é um só: sanear o Brasil.” Entretanto, pouco se tem feito, é indubitável que a desigualdade esteja entre as causas do problema cerca de 30% da renda do Brasil está nas mãos de apenas 1% dos habitantes do país, a maior concentração do tipo no mundo. É o que indica a Pesquisa Desigualdade Mundial 2018. Por esses recursos serem distribomo a Leuidos de forma hierarquizada grande parte da população se encontra sem rede de esgoto e saneamento básico, segundo o Ministério Regional 46,9% da população brasileira.
Ademais, a falta de saneamento traz consequências, como ocorreu na Europa, à saúde da população, considerando que sem rede de esgoto e tratamento de água adequados, as residencias e ruas ficam suscetíveis a ratos, insetos e outros meios de contaminação, podendo, então, transmitir doenças como a Leptospirose. Além do risco de doenças causadas pelo consumo de água poluída, sem tratamento adequado, como verminoses, ou o risco de perder a vida com a picadas de escorpiões, ou do próprio “vilão” do artigo de Monteiro Lobato, Barbeiro.
Infere-se, portanto, a premência da busca por soluções viáveis a essa problemática. É de suma importância que o Ministério da Saúde juntamente com as prefeituras das cidades elaborem planos e tracem metas voltados para as melhorias no saneamento. As prefeituras devem realizar as obras inteiramente, sem que hajam interrupções, deve-se valorizar a cobertura de bueiros e lixões a céu aberto, criação e implantação de redes de tratamento de água adequados, com a perspectiva de que no futuro todos os brasileiros possam ter acesso ao saneamento básico previsto por lei. Melhorando dessa forma, a qualidade de vida do cidadão.