Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 19/04/2021
As mídias tanto televisivas quanto sociais, têm mostrado com frequência que o Brasil vem enfrentando diversos problemas relacionados ao saneamento básico. A falta de planejamento juntamente com as políticas públicas ineficientes são os principais fatores que contribuem para essa problemática. Dessa forma, medidas precisam ser tomadas para combater a situação.
Em primeiro lugar, é preciso atentar que uma das causas que corrobora para o problema é a falta de planejamento. De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), mais de 80% da população tem acesso a água tratada, mas somente cerca de 50% da população tem coleta de esgoto. No Brasil, o crescimento populacional se deu de forma desordenada, as cidades cresceram com habitações irregulares, gerando complicações sanitárias. Sendo assim, esses fatores atuam em fluxo contínuo na formação de um impasse cada vez maior.
Em segundo lugar, é indiscutível que a desigualdade regional se omite ao agravamento do entrave. Dados do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) afirmam que 99% da população urbana tem acesso à água potável, enquanto, no meio rural, esse índice cai para 84%. O saneamento interfere direta e indiretamente no desenvolvimento humano. Dessa forma, sua falta em regiões e para populações já vulneráveis, dificulta a mobilidade social e o crescimento do país.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever do Governo, tornar políticas públicas mais eficientes, intencificando os investimentos, para que a maior parte da população consiga melhorar significativamente suas condições de vida. Logo, é inaceitável que essa problemática se perpetue na sociedade contemporânea.