Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 09/04/2021
De acordo com o Artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos: ’’ Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidades e em direitos’’. Entretanto, mais da metade da população brasileira, mesmo nos dias atuais, infelizmente não possui acesso ao sistema de saneamento básico. Ou seja, não tem o esgoto tratado, abastecimento de água potável e até mesmo retirada do lixo. O que, consequentemente, acaba agravando a manifestação de doenças nessas comunidades. Diante disso, os mais afetados são às pessoas de classes baixas, as pobres.
Em primeiro plano, é necessário analisar o contexto por trás da história. A população brasileira cresceu de forma desordenada, isto é, sem planejamento o que desencadeou diversos problemas sanitários. Sendo que, a falta de infraestrutura afeta, principalmente, as cidades pequenas e as àreas rurais. No entanto, essas comunidades também sofrem as consequências do consumismo em larga escala da classe média e alta, e muitas vezes são obrigados a lidas com os estragos. Como exemplo, no documentário Ilha das Flores, é possível notar a desigualdade social. Os restos de alimentos adequados são dados aos porcos e os inadequados para as mulheres e crianças pobres. O curta- metragem mostra como a qualidade de vida da população é afetada pela falta de saneamento básico juntamente com a proliferação de doenças no ambiente.
Segundo dados do site G1, mais de 40% dos brasileiros não tem acesso a rede de esgoto. Desse modo, a falta de saneamento básico aumenta a manifestação de doenças. Como exemplo, mais de 200 mil pessoas são internadas por ano por diarreias graves. Ademais, o ambiente em que esses indivíduos vivem são mais propensos para a proliferação de doenças como a Leptospirose, devido ao descarte inadequado do lixo, e a Dengue, devido a água parada e a falta de infraestrutura na comunidade.
Contudo, tendo em vista a realidade enfrentada pela população brasileira, é essencial que o Estado invista na infraestrutura para que todos tenham acesso ao sistema de saneamento básico. Além disso, é viável que o governo promova campanhas, por meio de comerciais na televisão ou nas redes sociais, para a conscientização da população diante das doenças apresentadas no ambiente, como forma de evitar a proliferação delas e diminuir os riscos de saúde da sociedade.