Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 13/04/2021
De acordo com a Constituição de 1988, nos artigos de números 21 e 23, é dever do Estado e organizações governamentais garantirem o acesso e melhoria do saneamento básico para a população. Contudo, é possível perceber que esse direito não está sendo exercido de forma correta. Na contemporaneidade, é presente uma grande dificuldade da nação brasileira ao acesso dos recursos essenciais, e isso acontece pela falta de assistência e investimento análoga a todos os indivíduos que necessitam desses recursos. E por meio da realidade dessa, são observados alguns efeitos negativos que prejudicam, tanto a saúde e bem-estar dos membros de uma população, quanto o meio ambiente.
Em primeiro plano, é importante analisar que uma grande parcela da população não tem saneamento básico pelos obstáculos da aquisição aos meios existentes. Mediante a essa ideia, vale debater que os altos gastos de aplicação nos projetos de melhoria nas áreas de reparação e limpeza fazem com que os planos permaneçam apenas na teoria e não sejam colocados em prática, fato que causa a não oportunização de higiene para a nação brasileira, sendo de forma principal, para as pessoas com maiores problemas financeiros. Desse modo, o direito básico de saneamento para a população é negado através da falta de aplicação de capital, e em contrapartida, o grupo social mais carente sofre com essa realidade.
Somado a isso, vale discutir que a falta de saneamento resulta em uma grande quantidade de impasses para a população. Além de aumentar o número de doenças na coletividade popular, uma vez que a precariedade no tratamento da água e o contato direto com o lixo causam o surgimento de enfermidades. Essa não reparação das impurezas dos resíduos traz impactos para o ecossistema, visto que de acordo com um estudo realizado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos (ABRELPE) realizado em 2013, os brasileiros produziam, em média, 1,1 kg de lixo por dia, por isso, na condição de que o tratamento não ocorre de forma correta, é percebido que uma grande quantidade de depósitos é empregada ao meio ambiente.
Portanto, é necessário diminuir a quantidade de pessoas sem acesso ao saneamento básico e, do mesmo modo, minimizar os impactos no meio ambiente e na saúde da nação brasileira. Por isso, cabe ao Governo em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente, promover a implantação de projetos de ampliação das áreas de limpeza que são fundamentais para a qualidade de vida da população, de forma que seja destinado parte do PIB ou do orçamento nacional para a realização dos empreendimentos. Só, então, a dificuldade proposta pela precariedade no sistema de tratamento de água e esgoto será enfrentada de forma mais ativa.