Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 13/04/2021

De acordo com a Constituição Federal, o saneamento básico é reconhecido como direito humano fundamental. É uma medida que visa prevenir doenças e promover à saúde pública, com disponibilização, coleta e tratamento de esgoto. No entanto sua aplicação não é efetuada em grande parte das cidades brasileiras, por consequência, se torna um risco ao bem-estar da população e o meio-ambiente, sendo as regiões periféricas mais prejudicadas.

Segundo a Agência Nacional de Água, 45% do total do esgoto humano produzido no país é despejado a céu aberto, em consequência é notável o acumulo da matéria orgânica, intensificando e criando maiores problemas como a eutrofização, processo que favorece a formação de bactérias e provoca a morte de peixes. A negligência do Estado, perante tais problemas, permite que tal poluição consiga infiltrar e adentrar os lençois freáticos.

A expansão desenfreada e sem planejamento das cidades, está corelacionada com a falta de saneamento básico, o ambiente urbano se torna deplorável e intensifica problemas de saúde no Brasil. Como exemplo: o rio tietê que cruza todo o estado de São Paulo, conta hoje com 150km que não abriga qualidade adequada para vida marinha, que equivalem 13% do riacho. Seu estado é referente ao despejo inadequado de cerca de 2 toneladas de dejetos por dia.

Logo, perante a ineficiência do poder público, medidas são cruciais para modificar o quadro do saneamento básico no Brasil. A fim de melhorar as condições ambientais e humans, o Ministério da Saúde junto com a Anvisa devem promover a coleta e retirada desses dejetos para aterros sanitários, evitando o descarte inapropriado e a liberação de gases como matáno e carbono para a atmosféra. Outroassim, cada prefeito responsável pela sua cidade, deve dar a população infraestrutura sanitária e a criação de projetos de urbanização para as periferías, com coletas de lixo semanais, concientizando a população dos prejuizos do descarte incorreto.