Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 12/04/2021
Conforme Aroldo Arantes, “Na verdade a inércia do Estado é gritante. O silêncio da omissão, em todos os níveis, é ensurdecedor. O país não funciona.” O precário saneamento básico brasileiro está estritamente ligado a um passado omissor do Estado, e esta displicência traz consequências, não só antigas, como a leptospirose, amebiáse e a hepatite A, mas, também, conforme estudos, contribui para o aumento da contaminação da COVID- 19
Assim sendo, faz mister saliente que, a primeira obra, referente ao saneamento básico brasileiro, teve seu início marcado em 1561, por Estácio de Sá, porém, tal obra somente foi concluída cem anos após o seu primódio. Destarte, é nitído observar que a falta de planejamento de obras, o pouco investimento e a burocracia existente para uso nesses recursos financeiros, são uns dos maiores responsáveis pelo atraso de um saneamento básico digno e eficiente para toda a população, o que traz consequências severas para a saúde do brasileiro.
Por conseguinte, o Instituto Trata Brasil, em 2018, registrou, em média, 230.000 internações e 2180 mortes causadas por doenças oriundas da deficiência no saneamento básico. Não obstante, um estudo realizado por pesquisadores da USP, identificou que a falta de acesso a água potável, e a falta de coleta de esgotos, são fatores associados ao aumento de proliferação da COVID-19, haja vista que, por exemplo, a falta de hábito de lavar as mãos em água tratada, seja uma das responsáveis pela disseminação do vírus.
Levando em consideração todos esses aspectos, cabe ao partidos políticos, bem como ONG’s, promover ações de conscientização a população, para que essa se manifeste e movimente o poder executivo municipal a buscar a desburocratização do acesso e ao aumento dos recursos financeiros provenientes do Programa Avançar Cidade, para que o processo de saneamento básico seja mais rápido e efetivo.