Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 30/05/2021

“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto de saúde pública, o precário saneamento básico brasileiro funciona como gotas de sujeira poluidoras. Nesse prisma, fatores como a falta de ações afirmativas governamentais e de incentivo impedem a limpeza do grande oceano chamado sociedade.

Em primeira análise, a restrição de atenção do governo com a questão da saúde comunitária em todo o Brasil mostra-se como um desafio para a resolução do problema. Conforme Thomas Hobbes, “o estado deve garantir o bem-estar social para todos”. Nesse sentido, a fala do filósofo define que o corpo político de estância máxima jurídica deve disponibilizar todos os recursos para os cidadãos viverem em boas condições de qualidade de vida. Porém, na prática, isso não acontece, visto que existem muitas pessoas em situações de limitação de saneamento básico - esgoto não tratado, água insalubre para consumo, doenças parasitárias -, gerando uma sociedade desigual quanto aos benefícios e privilégios que são dados apenas para quem pode pagar, segregando a parte social sem poder de recursos, por exemplo, as periferias urbanas que necessitam de ações afirmativas - recursos monetários - para reverter a problemática, o que deve ser mudado para garantir o direito de Hobbes.

Em segunda análise, uma restrição de incentivo para que os cidadãos busquem saber a importância de um saneamento básico completo para desenvolver uma qualidade de vida correta apresenta-se como outro fator dificultador do bem-estar social. Segundo Schopenhauer, o limite do campo de visão das pessoas determina seu entendimento a respeito do mundo. Nessa âmbito, a fala do filósofo justifica a causa do problema: se os seres não possuem informações suficientes - dados, exemplos, fatos cotidianos - sobre a importância de todos os cidadãos possuírem um esgoto tratado livre de doenças que podem se disseminar, atingindo toda a comunidade; o campo de visão será limitado, acarretando um corpo social frágil e disseminador de gotas de sujeira formadoras do caos humanitário. Por isso, essa limitação de aprendizagem, deve ser combatido para mostrar que essa problemática não afeta pequenas parcelas sociais, mas infringe macroacidentalmente o ecossistema todo.

Portanto, medidas são necessárias para garantir o bem-estar para todos. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde promover ações afirmativas de combate a falta de sanemaento básico, com o “slogan”: “Saneamento para todos”. Essa ação pode ser feita mediante a doação de recursos monetários que busquem criar projetos para comunidades que não conseguem adquirir situação de qualidade de vida favorável, de modo que a igualdade de direitos seja efetiva no Brasil.