Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 31/05/2021

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o saneamento básico é um direito humano essencial. Ele é responsável pelo abastecimento de água potável, coleta e tratamento do esgoto e limpeza urbana. Porém, no Brasil, muitas pessoas, principalmente as de baixa renda e que moram em áreas periféricas, sofrem com a falta ou a baixa qualidade desse serviço, o que resulta na poluição dos recursos hídricos e em uma ameaça à saúde pública.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), no Sudeste, mais de 90% dos municípios possuem saneamento básico, enquanto no Norte esse número é inferior a 20%. Além disso, é cobrada uma taxa por esse serviço em diversas cidades. Com isso, é notório que esse direito humano é negligenciado muitas vezes e várias pessoas ficam sem o tratamento sanitário adequado, seja por morarem em áreas mais afastadas ou por não terem condições de pagar, o que gera uma desigualdade social.

Ademais, cerca de 100 milhões de brasileiros sofrem com a falta de coleta de esgoto e quase 35 milhões não têm acesso à água potável, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (SNIS). A ausência des-ses serviços, além de causar a poluição dos recursos hídricos, resulta, também, na propagação que doenças, como a cólera, a hepatite A e a leptospirose, que são causadas, principalmente, pela a água contaminada, que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mata mais de 20 mil pessoas por ano.

Logo, para que os problemas citados anteriormente sejam evitados, é necessário garantir o saneamento básico no Brasil. Para isso, sugere-se que o Governo Federal invista mais dinheiro nesses serviços básicos e instrua o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) a fornecer o melhor tratamento no que diz respeito às condições de higiene da sociedade, principalmente o tratamento da água e esgoto, e em áreas que estão acostumadas a serem ignoradas, para que nenhuma pessoa tenha esse direito negligenciado, tenha que pagar por ele e nem tenha sua saúde comprometida, pois, segundo Trades Adhanom, diretor-geral da OMS: “A saúde é um direito humano. Ninguém deve ficar doente ou morrer só porque é pobre”.