Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 15/06/2021
A palavra saneamento tem origem no latim “sanus”, que significa “de boa saúde, sadio”. Atualmente, ela é utilizada para designar serviços, como a coleta de lixo, a disponibilização de água potável, o esgotamento sanitário, entre outros. Entretanto, os estigmas vividos pelo povo brasileiro demonstram a precariedade do fornecimento desses serviços. Nesse viés, é propício colocar em pauta que a pandemia atual realçou os entraves relacionados com o déficit de saneamento básico. Ademais, questões voltadas à saúde estão, concomitantemente, interligadas com essa problemática.
Em uma primeira análise, a pandemia da Covid-19 trouxe à tona um velho problema vivenciado por muitos brasileiros: a falta de saneamento básico. Nesse sentido, a Organização Mundial de Saúde recomenda a utilização de água e sabão para manter as mãos livres desses microorganismos evitando, assim, a disseminação da doença. Todavia, em regiões onde há a escassez de água tratada, torna-se difícil adquirir a prevenção necessária. Logo, os cidadãos brasileiros que são acometidos por esse fenômeno ficam expostos ao contágio que poderiam evitar com medidas simples se desfrutassem dos direitos básicos de saneamento.
Em uma segunda análise, a escassez de saneamento provoca o surgimento de patologias, entre elas a diarreia, febre tifoide, leptospirose, cólera, teníase, hepatite A. Dessa forma, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, 88% das mortes por diarreia no mundo são causadas pela falta de saneamento adequado. Diante disso, é perceptível que esse fenômeno viabiliza o aumento da mortalidade, a diminuição da expectativa de vida, além do consequente crescimento dos gastos com a saúde, que poderiam ser evitados.
Diante do exposto, é necessário que soluções sejam direcionadas à melhoria dos serviços de saneamento. Para isso, o Estado deve intervir encaminhando uma verba financeira para a contratação de engenheiros capazes de realizar a construção de tubulações que cheguem em regiões onde o acesso à água potável é restrito, fornecendo, portanto, esse precioso recurso à população e reduzindo a propagação da Covid-19. Outrossim, esse investimento financeiro poderá também ser utilizado na criação de esgotamento sanitário adequado e a formação de locais de escoamento de lixo que estejam de acordo com as leis sanitárias. Portanto, o intuito é disponibilizar um serviço público de qualidade, prevenindo problemas associados a falta de saneamento básico no Brasil, além de diminuir os impactos causados pela Covid-19.