Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 21/07/2021

Durante a Primeira República, houve um movimento de sanitização na cidade do Rio de Janeiro, como consequência da Belle Époque Brasileira. Esse movimento, apesar de conter propostas impopulares, tinha como uma de suas metas a democratização do saneamento básico na cidade. Porém, nota-se a persistência da falta de saneamento no país e problemas, como os impactos na saúde pública e a sua urbanização devem ser analisados.

Em primeiro plano, vale destacar a maneira como a urbanização do Brasil ocorreu. Historicamente, por ser uma colônia de exploração, não houveram investimentos no país pra que acontecesse um desenvolvimento interno, mas recursos para que a metrópole fosse beneficiada. Desse modo, assim como diversos países da América Latina, o processo de urbanização foi desorganizado e tardio, o que colaborou para infraestruturas desiguais de saneamento na nação. Conforme dados do Instituto Trata Brasil, cerca de 48% dos domicílios brasileiros não possuem nenhum tratamento de esgoto, o que confirma o processo desigual e precário nacional.

Outrossim, a ausência de saneamento adequado gera impacto direto na saúde pública. Em sua maioria, patologias controláveis e com recursos simples de prevenção perpetuam em comunidades carentes pelo fato de haver um défict sanitário imposto a elas. Diante disso, os índices de cólera, esquistossomose e diversas patologias são constantes em hospitais públicos dessas regiões. A exemplo pode-se mencionar uma série de reportagens do Jornal Hoje, sobre o saneamento básico, em que relata as constantes idas de crianças aos postos de saúde para tratarem de doenças adquiridas pelo não tratamento de água e esgoto.

Portanto, democratizar o acesso ao saneamento básico é uma  ambição histórica e necessária. Sendo assim, o Ministério da Saúde, em parceria com instituições privadas, deve elaborar um plano de contemplação do saneamento em todo o território, por intermédio da coleta de dados das regiões mais necessitadas e instalação de processos de tratamento de forma ágil, a fim de gerar qualidade de vida e democratizar um direito social.