Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 26/06/2021

No filme “Cinema, aspirinas e urubus” é retratado a vida de um nordestino e um alemão que vivem no Brasil da década de 1940. Nesse contexto, a narrativa revela a falta de saneamento básicos nas casas brasileiras daquele tempo. Fora das telas de cinema, fica claro que a realidade apresentada no filme pode ser relacionada àquela do século XXI: o precário sistema de saneamento básico brasileiro que ainda persiste graças à falta de investimentos e devido à grande desigualdade social entre as pessoas.

Em primeiro lugar, faz-se necessário lembrar que grande parte da população não tem acesso ao saneamento básico. Segundo dados do SNIS, apenas 46% do esgoto no Brasil é devidamente tratado. A falta de investimentos nesse setor traz diversas consequências, como doenças e a contaminação de rios e florestas. Assim, fica evidente que é necessário aplicar mais capital nesse setor, já ele pode trazer consequências mais graves e até irreversíveis.

Além disso, a desigualdade é evidenciada quando se observa a diferença do saneamento básico entre regiões. Em regiões mais ricas e urbanizadas, a taxa de pessoas com acesso ao saneamento básico é geralmente maior, enquanto em áreas rurais ou periféricas esse acesso é negligenciado pelo governo. De acordo com dados do IBGE, a Região Norte apresenta a menor taxa de tratamento do esgoto, enquanto a Região Sudeste apresenta a maior taxa. Logo, é possível perceber diferença entre a qualidade de vida de pessoas que moram no mesmo país, mas em locais diferentes.

Portanto, é mister que o governo tome providências para amenizar o quadro atual. Para que toda a população brasileira tenha acesso ao saneamento básico, urge que, em conjunto, o Estado e a iniciativa privada façam, por meio de vastos investimentos, obras por todo o Brasil, a fim de que a porcentagem de acesso ao saneamento básico aumente. Essas obras devem se concentrar em localidades antes negligenciadas, para que a desigualdade de qualidade de vida seja diminuída. Somente assim, o Brasil poderá superar esse problema que sempre existiu em sua história.