Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 02/07/2021

A obra “Saneamento Básico, o Filme” mostra um grupo de moradores que lutam arduamente para conseguir a construção de uma fossa para o tratamento de esgoto na pequena vila onde moram, mas sem recursos públicos para resolver o problema. Paralelo à ficção, a falta de saneamento básico é um fato lamentável que existe na sociedade brasileira, tais complicações prejudicam a saúde estrutural saudável da região, o que causa varios impasses à população. Logo, ações interventivas são necessárias para resolver essa problemática.

Primeiramente, vale ressaltar que o saneamento básico é importante para a redução da mortalidade infantil, transmissão de doenças, para o desenvolvimento da educação, economia, turismo, descontaminação, saúde e outros fatores. Mesmo Protegido pela Lei nº 11.445/2007, também conhecida como Lei de Diretrizes Nacionais de para o Saneamento Básico (LDNSB), a higiene sanitaria ainda é algo que não é comum para alguns brasileiro. Nesse contexto, as pesquisas do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento) mostram que quase 100 milhões de brasileiros continuam sem acesso a sistemas de esgotamento sanitário. Isso é um fato inacreditavel que precisa de uma solução urgente.

Ademais, Em 2017, o Ministério da Saúde verificou que ocorreram mais de 258 mil internações por doenças de veiculação hídrica. Uma pesquisa do IBGE mostrou que nos últimos anos 800 mil casos de doenças foram relacionados à falta de saneamento básico foram registrados em todo o país, esses casos são muito frequentes em regiões mais pobres, onde o saneamento é precário. A partir de todas essas informações, percebe-se que os que mais sofrem no Brasil com a falta de políticas públicas que visam melhorar a higiene básica são os mais pobres, pois são os que mais dependem do Governo Federal para terem uma qualidade de vida adequada.

Infere-se, portanto, que há vários desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro. Para isso, o Governo Federal, junto aos Ministérios da Saúde, Meio Ambiente e o da Infraestrutura, devem elaborar um plano de reestruturação de alicerces. Priorizando é o encanamento de esgoto, o seu tratamento em estações especiais, a filtragem e o tratamento da água. Entretanto, tais investimentos não podem ficar nas áreas centrais ou de alta renda, e sim nas áreas mais pobres e carentes do país; como nas favelas ou em áreas isoladas. Assim os problemas seriam amenizados e a qualidade de vida de muitos brasileiros não seria mais um incomodo para a população.