Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 03/07/2021

De acordo com a constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, a saúde é um direito fundamental do indivíduo. Contudo, essa não é uma realidade da sociedade brasileira, visto que os índices de pessoas que vivem em condições desumanas são alarmantes. Nessa perspectiva, os desafios para melhorar o precário saneamento básico no Brasil merecem amplos debates, haja vista que ocasiona a proliferação de doenças com elevada facilidade, além de afetar o desenvolvimento turístico da região. Destarte, há primordialidade latente de traçar estratégias para conter o impasse.

Deve-se destacar, primeiramente, a falta de educação básica voltada ao assunto, uma vez que as ações antrópicas, muitas vezes praticadas pelos próprios moradores das regiões afetadas, contribuem para a escassez de higiene nos arredores. Segundo o educador e filósofo brasileiro Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Nesse viés, afirmando o ideal retratado, é de extrema importância a conscientização da população sobre o descarte de lixo e resíduos em locais inapropriados, para assim haver uma melhora na qualidade de vida e, nessa conjuntura, uma queda nas manifestações de doenças. Desse modo, há o início de medidas profiláticas que vão auxiliar na reestruturação dos locais atingidos.

Outrossim, é fulcral ressaltar que a economia também sofre um impacto relevante. De acordo com os dados do Instituto Trata Brasil, no litoral do nordeste existem diversas praias impróprias para o banho, decepcionando os turistas que buscam o nordeste como destino de viagem. Nesse contexto, seguindo o dado apresentado, é necessário um posicionamento governamental acerca das situações a que essas praias estão submetidas, posto que danifica a saúde dos habitantes e o rendimento econômico dos estados. Dessa forma, condutas interventivas devem ser legitimadas a fim de atenuar o óbice.

Diante do exposto, é imprescindível a adoção de novas medidas para resolver o impasse. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, junto ao MEC promover campanhas em busca de melhora do saneamento básico, além de alertar ao público alvo aos riscos que estão expostos, por meio das mídias sociais, instrumento de ampla abrangência, impulsionando o tema na internet, com o intuito de melhorar o cenário da saúde no Brasil. Afinal, torna-se insustentável uma sociedade que adota medidas paliativas em vez de prevenir e curar seus males.