Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 11/07/2021
“Parasita”, produção ficcional sul-coreana, retrata os desafios enfrentados pela família Kim, que, excluída de qualquer política de tratamento básico, vive em situação deplorável. Todavia, esse drama não se resume à ficção, na medida em que o precário saneamento básico ainda é realidade entre os brasileiros, o que representa uma cruel mazela social. Com efeito, há de se combater a inoperância do Estado e a desigualdade social, agravantes dessa problemática.
Diante desse cenário, a inércia governamental é um fator determinante para a permanência dessa questão no país. Assim, sob esse viés, segundo o Contrato Social, profeiro pelo filósofo John Locke, cabe ao Estado fornecer medidas que garantam o bem-estar social dos indivíduos. No entanto, o Governo Federal não implanta projetos de redes de esgoto e água encanada em grande parte do país. Desse modo, essa insuficiência do aparato institucional se configura como uma falha grotesca do Contrato Lokeano, deixando substancial parcela da população à margem da sociedade. Logo, é indispensávela mudança dessa quadro.
Outrossim, a disparidade social é também um grande entrave para a resolução do precário saneamento básico brasileiro. Nesse contexto, segundo o geógrafo brasileiro Milton Santos, em sua teoria “Globalização Perversa”, os benefícios do mundo contemporâneo ficam restritos àqueles de maior poder aquisitivo, fazendo com que muitos cidadãos não possuam seus direitos básicos. Nesse sentido, embora o Brasil tenha passado por anos de avanço, tal progresso não chegou a grande parte dos indivíduos, principalmente em regiões carentes, que ainda padecem com a falta da rede de esgoto e água encanada. Dessa forma é crucial uma solução para a atual conjuntura.
Infere-se, portanto, a necessidade de melhorar o saneamento básico brasileiro. Para isso, o Ministério das Cidades deve, com urgência, promover o bem-estar social dos indivíduos, por intermédio de políticas sanitárias eficazes, como a limpeza urbana e o tratamento de resíduos sólidos, de esgoto e de água, como foco nas regiões mais carentes, capazes de equalizar o acesso ao essencial. Essa iniciativa teria a finalidade de romper com a inércia das autoridades e com a desigualdade social do país. Por conseguinte, os cidadãos poderão deixar de viver tal como no filme sul-coreano.