Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 05/09/2021
Segundo o site Agência Brasil, 35 milhões de brasileiros não têm acesso a água potável e 100 milhões não têm serviço de coleta de esgoto. Tal precariedade no saneamento básico brasileiro é extremamente preocupante e ainda possui desafios no que tange a melhora desse quadro. Isso ocorre, principalmente, devido à burocracia e aos projetos mal elaborados.
Primordialmente, deve-se levar em consideração o sistema burocrático brasileiro. Esse problema evidencia-se segundo os dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que mostra que na principal fonte de financiamento, que é o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), houve sobra de recursos no período de 2009 a 2014, que poderiam mudar o quadro do saneamento básico brasileiro, se não fosse a demora do processo. Assim, as obras demoram anos para começar devido à falta de logística que diminuiria a burocracia.
Outrossim, também deve-se levar em consideração a execução de projetos mal elaborados, já que obras são paradas porque não é levado em consideração a estrutura geofísica do local na hora de projetar. Consequentemente, a execução do projeto apresenta problemas por não ser adequada ao local em que é construído. Logo, acarretando em atrasos e prejuízos financeiros.
Portanto, fica claro o quão a burocracia e os projetos mal elaborados prejudicam na melhoria do precário saneamento básico brasileiro. Sob esse viés, é preciso que o Ministério da Infraestrutura, por meio do projeto “Saneamento Brasil”, crie um plano lógico, reunindo profissionais da área de logística para ajudar a criá-lo, para que a burocracia que prejudica o saneamento seja melhorada. Além disso, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), deve atentar-se aos projetos de saneamento levando em consideração a estrutura geofísica do local. Assim, milhões de brasileiros poderão ter saneamento básico em suas casas.