Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 02/09/2021
Na reportagem “A falta de saneamento Básico atinge as grandes metrópoles brasileiras”, é exposto a realidade da menina Vitoria, de apenas 12 anos que vive na zona periférica de Campinas e enfrenta as dificuldades de conseguir um direito básico que é a água tratada. Consoante, à realidade da jovem, o drama de viver sem o saneamento básico afeta a vida de milhares de brasileiros. Por isso, é essencial analisar como a falta de políticas públicas podem prejudicar o bem estar da população e como os investimentos nos saneamentos podem diminuir os gastos na área da saúde.
Em princípio, é importante averiguar como a falta de saneamento está ligado diretamente com a desigualdade social. A esse respeito, a reportagem “A falta de saneamento básico atinge as grandes metrópoles brasileiras”, mostra a realidade da população que vive na zona periférica de Campinas e convivem sem um recurso básico que é o saneamento, sendo que nas zonas de mais visibilidades da mesma cidade a água e esgoto e tratada. Nesse sentido, segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, 39,7% dos municípios dos Brasil não têm serviço de saneamento, mas ao analisar as partes mais visíveis sempre tem mais recursos sanitários que as áreas mais afastadas, contribuindo para a grande desigualdade existente no país. Logo, investir em sanemanto é uma oportunidade de diminuir as desigualdades predominantes na atualidade.
Ademais, quando se investe em saneamento básico tem-se como uma das consequência a diminuição nos gastos na área da saúde. Nesse sentido, dados da Organização Mundial da Saúde relatam que a cada 1 dólar investido em saneamento, 4 dólares são economizados na saúde. Tendo em vista, que no Brasil são internadas 350 mil pessoas anualmente por conta consumo de águas não tratadas de acordo com o Ministério da Saúde, esse panorama, pode ser invertido se houver saneamento em todas as cidades, pois o dinheiro que seria gasto com essas 350 mil pessoas pode ser investido em leitos para a Covid-19 ou para a criação de novas UBS para o funcionamento da saúde pública.
Portanto, é notório que a precariedade ou até mesmo a falta de saneamento básico é uma grande problemática que precisa ser mudada no Brasil. A fim disso, Ministério Regional , junto com o Instituto Trata Brasil e a Prefeitura de cada cidade, devem investir em um projeto de visibilidade sobre a temática, por meio do rebasse de verbas públicas e orientação, para por exemplo, ao chegar as verbas, os prefeitos serem orientados em quais locais precisando de saneamentos e quais ainda têm investimentos em infraestruturas em zonas desenvolvidas que não precisam no momento. Visando assim, mais recursos, dinheros e prioridades para áreas sem tratamentos de água e esgoto.