Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 08/08/2021

A Constituição Federal de 1988 promove que todos os cidadãos devem possuir acesso aos itens básicos de subsistência, como o saneamento básico. Conquanto, no Brasil, há diversos locais que não possuem acesso ao serviço de coleta e tratamento de água e esgoto, o que decorre dos baixos investimentos realizados pelos órgãos públicos. Além disso, a ausência de higiene básica resulta em diversas doenças, como a teníase.

Diante desse cenário, é importante salientar que a falta de investimento público é responsável por elevar o índice de locais com saneamento precário, tal como as comunidades carentes. De acordo com o jornal “O Tempo”, apenas 53% da população brasileira possui acesso à rede de esgoto. Desse modo, é necessário que ocorra a ascensão dos programas de higienização pública, o que é capaz de elevar significativamente a qualidade de vida populacional

De modo complementar, cabe ressaltar que a falta de condições sanitárias básicas resulta no aparecimento de diversas doenças, tendo como exemplo a leptospirose e a cisticercose. Na obra “Urupês”, do escritor Monteiro Lobato, ocorre a apresentação de Jeca Tatu, um trabalhador rural, o qual sofre de ancilostomose devido à ausência de salubridade. Paralelamente, essa realidade ainda se faz presente e afeta vários locais do Brasil, bem como regiões interioranas da região Nordeste. Logo, é evidente que ações devem ser tomadas para garantir o controle e prevenção de tais doenças na atual sociedade brasileira.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver os impasses presentes na higiene básica brasileira. Sendo assim, o Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais, deve promover a criação de um programa que amplie a construção do saneamento básico em áreas sem infraestrutura. Tal programa deve enfatizar primeiramente  as áreas que não possuem água potável encanada e coleta de esgoto adequada. Espera-se, com essa medida, a ascensão do saneamento básico, o que, consequentemente, reduz o índice de doenças entéricas no Brasil.