Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 09/08/2021
A música “Ato Quando”, de Gabriel, o pensador, elenca como principal crítica a comodidade do brasileiro frente aos problemas sociais. Infelizmente, essa situação serve de símbolo para o conformismo social diante dos desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro, uma vez que é a passividade dos indivíduos e do governo que dá continuidade à problemática no país. Dessa maneira, a negligência governamental, bem como a falta de debates, faz com que essa situação negativa persista.
Sob essa perspectiva, a omissão estatal é uma causa evidente da questão. Nesse contexto, Aristóteles, célebre pensador, disse, em seu livro “Ética a nicômano``, que o objetivo principal da política é garantir a felicidade dos cidadãos. Nessa lógica, o Estado brasileiro atual contraria a ideia de filósofo, cada vez que são negligenciados os serviços, infraestruturas de abastecimento de água potável, limpeza urbana e esgotamento sanitário, além de não haver políticas públicas para solucionar o problema. Logo, evidencia-se um cenário de descaso às garantias constitucionais.
Outrossim, é necessário evidenciar que o silenciamento contribui para a existência do problema. Segundo Foucault, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Em síntese, verifica-se uma lacuna em torno dos debates sobre a importância do saneamento básico para uma melhor qualidade de vida e sobre o quão se é necessário tê-lo no meio social, o que favorece a falta de conhecimento da sociedade sobre a questão, tornando sua resolução mais dificultada.
É inaceitável, portanto, que a precariedade no saneamento básico seja um impasse no território brasileiro. Cabe as Ministério da Cidadania, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados, criar uma campanha de fortalecimento do sistema de saneamento básico, visando mitigar os desafios de manutenção desse sistema no país. Nele, deve constar que a campanha acontecer com palestras mensais, com participação de profissionais de saúde, e com apoio dos governos estatuais e municipais, será debatido o tema nas redes sociais do Ministério. Desse modo, a comodidade e conformismo representados na canção não será realidade no Brasil.