Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 15/08/2021

A OMS definiu o conceito de saúde como sendo um estado de completo bem estar físico, mental e social. Entende-se, portanto, que esta definição vai além da ausência de enfermidades, ou seja, engloba o precário saneamento básico brasileiro. Tal problemática é causada não só pelo desprovimento de planejamento urbano, mas também pela falta desse serviço para a população de baixa renda, fatores que, infelizmente, precisam ser combatidos.

Sob esse viés, cabe analisar, a princípio, a inexistência de planejamento das cidades. Este fato iniciou-se no século XX, com o êxodo rural- fato histórico que muitas pessoas migraram desordenadamente do campo para os centros urbanos- sem uma estrutura adequada, visando a busca de melhores condições de vida. O episódio histórico foi o marco inicial para a formação das atuais favelas, lamentável exemplo de escacez de serviços que promovam a saúde. Desse modo, o Estado é o principal vetor dessa realidade, já que tem o dever de promover a saúde e garantir saneamento básico para toda a população.

Além disso, é pertinente ressaltar que os serviços indispensáveis para o pleno funcionamento de uma cidade, como água tratada e coleta de lixo e esgoto, não chegam aos povos mais necessitados. Segundo o SNIS (Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento), 48% das pessoas não dispõem de coleta de esgoto, o que impacta negativamente as regiões mais pobres. Como consequência disso, aparecem muitas doenças como, cólera, leptospirose, ancilostomíase e esquistossomose, muitas delas podendo levar a morte. Isso ressalta a importância do ofício público e o quando ele é primordial para mudar o cenário atual.

Torna-se evidente, portanto que as alternativas para melhorar o saneamento básico no Brasil precisam ser colocadas em prática. Sendo assim, o Governo Federal deve criar uma parceria com o Governo Municipal, por meio de um contrato assinado pelos respectivos gestores, que estão a frente do governo, para se comprometerem em investir e atendender as necessidades de cada região. A fim de que o problema seja tratado de forma específica e isolada, já que cada município possui seu nível de carência. Assim, espera-se que cada vez mais cidadãos consigam vivenciar plenamente a concepção de saúde da OMS e obter uma melhor qualidade de vida.