Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 11/08/2021
O programa de saneamento básico brasileiro tem, entre outras finalidades, a de coletar e tratar o lixo e doméstico. Entretanto, a ineficiência desse serviço é observada há muitos anos. Como resultado, diariamente, diariamente, pessoas de pessoas são expostas muitas doenças ocasionadas pelo contato com lixo e esgoto não tratados. Nesse sentido, os principais desafios a serem superados para garantir o funcionamento ideal dessa ferramenta são o baixo alcance do programa, como também o descarte irregular do lixo e esgoto.
Inicialmente, é preciso destacar a baixa abrangência do saneamento básico no país. Isso pode ser observado por meio de dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, que determina que em 2018, apenas metade do Brasil realizava o recolhimento e tratamento adequado do esgoto doméstico. Nesse contexto, com a falta de investimentos voltados ao programa, cria-se um cenário favorável ao desenvolvimento de dezenas de doenças, como verminoses e parasitoses, gerando riscos à saúde da população.
Ademais, a falta de coleta e tratamento do esgoto e lixo também domésticos são problemas a serem solucionados. Sob essa ótica, de acordo com uma pesquisa divulgada pela ANA, Agência Nacional da Água, apenas 43% do esgoto é devidamente tratado no país, sendo o restante descartado diretamente na natureza. Como consequência, há contaminação dos solos, eutrofização dos rios e morte de animais, impactos muitas vezes irreparáveis. Assim, evidencia-se uma falha do Estado no cumprimento de seu papel, que é proporcionar o acesso ao saneamento básico e proporcionar qualidade de vida à população.
Portanto, para que o Estado possa cumprir o seu dever e garantir tal serviço a todos os brasileiros, é preciso que o Ministério do Desenvolvimento Regional, em parceria com as prefeituras municipais, ampliem as redes de saneamento básico do país. Isso pode ser feito por meio de repasses de verbas às prefeituras, que investirão em melhorias na estrutura de captação do lixo e esgoto, como também no tratamento adequado. Como resultado, espera-se que, com o manejo correto dos dejetos domiciliares, haja diminuição da contaminação da natureza e redução da exposição aos riscos de doenças, colaborando para a melhoria da saúde e qualidade de vida dos brasileiros.