Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 22/08/2021

Em países sul-americanos como Chile e Argentina, o saneamento básico atende cerca de 80% de todo o território. No Brasil, entretanto, quase metade da população continua sem acesso a sistemas de esgotamento sanitário, segundo dados do G1, em 2020. Esse cenário nocivo ocorre não só devido à alienação do corpo civil, mas também em razão do alheamento Estatal.

Nesse sentido, vale destacar o absentismo da população brasileira em reivindicar a universalização do serviço sanitário como fator expressivo na manutenção da precária infraestrutura hodierna. Nessa lógica, de acordo com o sociólogo Karl Marx, o indivíduo, como sujeito da sua própria história, deve contestar seus direitos a fim de construir uma sociedade plena e organizada. No entanto, o silêncio dos cidadãos acerca de seus direitos básicos à qualidade de vida mantém o país distante da erradicação da falta de saneamento, principalmente em áreas mais vulneráveis. Logo, nota-se a necessidade de uma sociedade engajada e ativa para que haja melhorias sociais efetivas e igualitárias.

Além disso, é imprescindível salientar o alheamento do Estado em cumprir sua função de amenizar as mazelas sociais. Nessa perspectiva, consoante dados do jornal BBC, o Brasil é o segundo país em que os cidadãos mais pagam impostos na América Latina e Central. Em vista disso, observa-se uma enorme divergência entre a cobrança de tributos à sociedade e o que é oferecido à população, uma vez que as taxas arrecardadas seriam, supostamente, destinadas à melhoria de infraestrutura. Todavia, os índices de saneamento básico evoluem de maneira desproporcional aos impostos pagos. Essa conjuntura é, no mínimo, uma falta de respeito para com os brasileiros, haja vista que seus direitos são tolhidos diariamente, embora sua função de cidadão seja cumprida.

Verifica-se, portanto, a necessidade de universalizar o acesso ao sanemento básico. Para isso, o Governo Federal deve, por meio de sólidos investimentos, destinar verbas aos municípios para a melhoria e ampliação do serviço sanitário em todo o país, a fim de sanar a infraestrutura precária persistente. Com isso, será possível construir uma nação mais justa e igualitária. Paralelamente, cabe às escolas, como agentes formadoras do senso crítico nos indivíduos, mediante a palestras, juntos aos pais, desenvolver o pensamento reflexivo dos cidadãos, com o objetivo de formar pessoas críticas, que lutem e exijam seus direitos. Assim, o corpo civill saberá a importância de sua voz na mudança social, como elencou Marx.