Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 07/09/2021

Segundo a lei da inércia, de Newton, um corpo permanece em repouso quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição na questão da precariedade do saneamento básico no Brasil. Diante dessa perspectiva, essa questão configura-se como um grave obstáculo na sociedade brasileira, em virtude da falta de debate e da baixa atuação estatal.

Precipuamente, destaca-se que a falta de debate acerca da permanência do saneamento básico precário em diversos locais no Brasil é um fator consolidador do problema. Contrariando a frase do célebre filósofo Habermas “A linguagem é uma verdadeira forma de ação”, no Brasil, proposições como a de Habermas têm sido tratadas como triviais na sociedade. Como resultado, sem diálogo sério e massivo as vítimas se sentem sem representação e não buscam denunciar locais afetados pela problemática, o que contribui para a perpetuação do cenário.

Outrossim, é imperativo pontuar que a ausência de saneamento básico adequado em regiões brasileiras deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos para coibir o problema. Segundo o pensador Thomas Hobbes, cabe ao estado garantir o bem-estar da população, o que não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, os cidadãos brasileiros não conseguem usufruir do direito a saúde e bem-estar social, ocasionando um sentimento de desamparo. Desse modo, é necessária a reformulação da postura estatal de forma urgente.

Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas para facilitar o acesso ao saneamento básico no Brasil. Nesse sentido, o Ministério da Saúde em conjunto com o Tribunal de Contas da União, realize pesquisas nas redes sociais, por meio de publicações e enquetes, a fim de identificar os setores que mais necessitam de investimento. Somente assim, será possível alcançar a sociedade proposta por Hobbes.