Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 22/10/2021

O personagem Jeca Tatu na obra “Urupês”, do pré-modernista Monteiro Lobato, adquire a doença ancilostomose em ambientes contaminados com as larvas do parasita no solo. Analogamente, a ficção retrata a realidade de um obstáculo contemporâneo: o precário saneamento básico brasileiro. Nesse viés, o crescimento desordenado das cidades e a negligência governamental colaboram para a problemática.

Em primeira análise, é relevante salientar o grande aumento populacional das cidades brasileiras que, sem capacidade de acolhimento, são incapazes de fornecer serviços básicos de higiene coletiva. Outrossim, na segunda metade do século XX, a migração do campo paras as cidades estava em ascensão e ficou conhecida como “Êxodo Rural”, colaborando para o crescimento desenfreado dos centros urbanos. Por conseguinte, o número de pessoas vivendo em espaços despreparados, tal como os cortiços e favelas, aumentou.

Ademais, aponta-se a ausência de mecanismos governamentais no combate contra a falta de saneamento básico em território nacional como um descaso com a população. Em virtude disso, o sociólogo Thomas Hobbes afirma que “É dever do Estado garantir o perfeito funcionamento da sociedade”. Porquanto, é evidenciado a transcendência estatal na superação desses desafios, diminuindo a burocracia e elevando o número de projetos que garantam melhores condições de sobrevivência a mais de 45% dos brasileiros que não tem acesso aos serviços de saneamento, consoante com o Instituto Trata Brasil.

Depreende-se, portanto, a necessidade de superar esses obstáculos. Isso posto, é de suma importância que o Ministério do Desenvolvimento Nacional elabore políticas públicas eficazes de maior distribuição de saneamento básico, por meio de uma meta de construções voltadas ao atendimento das necessidades básicas da população. À guisa de arremate, as condições de existência para milhares de brasileiros serão melhoradas.