Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 09/09/2021

No documentário nacional ´´Palafitas``, é retratada a vida dos habitantes das palafitas, estruturas feitas de madeira que sustentam casas em regiões alagadas, os quais vivem em condições precárias e não possuem saneamento básico. Infelizmente, no Brasil, essa é a realidade de muitas pessoas, que por conta da falta de medidas governamentais efetivas, não têm acesso ao saneamento básico, o que além de prejudicar a qualidade de vida, também contribui na disseminação de doenças.

Em primeiro lugar, é necessário ressaltar a falta de medidas governamentais eficientes para garantir a universalização do saneamento básico em todo o território nacional. De acordo com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o Brasil ocupa a posição 122° no ranking de melhores países com saneamento básico do mundo. Dessa forma, a população tem sua qualidade de vida sucateada, por conta do desprovimento de meios eficazes para erradicar o problema.

Em segundo lugar, a falta de saneamento básico pode acarretar na disseminação de diversas doenças. Segundo o Senador Valdir Raupp (PMDB), as doenças que são facilmente controláveis em regiões saneadas, chegam a matar em lugares onde o tratamento de esgoto é negligenciado. Com isso, os moradores de regiões não saneadas, além de não possuírem coleta e tratamento de esgoto, correm mais riscos de pegarem doenças, as quais podem levar até a morte.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde deve, por meio de uma lei a ser entregue à Câmara dos Deputados, garantir a universalização do saneamento básico no Brasil. Nela tem que constar a necessidade da criação de um projeto chamado ´´Saneamento para todos``, o qual contará com a ajuda dos órgãos municipais para a execução em todos os municípios do país. Assim, os brasileiros terão acesso ao saneamento básico e ninguém mais irá viver em condições igualitárias as dos moradores das palafitas.