Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 22/09/2021
A Agenda 2030 é um plano de elaboração da ONU (Organização das Nações Unidas) composto por 17 objetvos de desenvolvimento sustentável, dentre eles está o objetivo Água Potável e Saneamento que visa assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos. À vista disso, o Brasil vai na contramão ao objetivo proposto, uma vez que metade da população não tem acesso aos serviços de saneamento básico. Nesse sentido, a má gestão pública das obras e recursos destinados aos serviços de coleta de lixo, tratamento de esgoto e abastecimento de água potável não só é um desafio para melhorar o saneamento básico brasileiro como também é porta de entrada para doenças infecciosas e parasitárias.
Em primeiro lugar, é importante enfatizar que a defeituosa logistica pública é responsável por manter elevado o índice de saneamento básico precário. Segundo a reportagem da BBC News, o embate entre administração pública e privada e os projetos mal elaborados por ambas empresas é um dos fatores motivadores para atrasos e paradas nas obras voltadas para encanamento de água e tratamento de esgoto. Sendo assim, a direção pública ao tentar repassar seus projetos para o setor privado (ou vice versa), com intuito de dar andamento nas obras, acaba atrasando-as devido a toda burocracia envolvida no processo.
Em decorrência disso, doenças que tem como profilaxia o saneamento básico encontram portas abertas em milhões de casas de brasileiros. Doenças como leptospirose, desenteria bacteriana e cólera são transmitidas via oral-fecal, tendo como alvo principal residencias que não possuem acesso a água de qualidade e tratamento de esgoto. Naturalmente, a falta de saneamento básico contribui para o inchaço de postos públicos de saúde, que poderiam trabalhar com mais tranquilidade se doenças com esse tipo de transmissão fossem evitadas.
Portanto, fica evidente que melhorar o saneamento básico brasileiro é imprescindível, cabendo ao Ministério das Cidades junto com o Ministério da Saúde disponibilizar infraestrutura sanitária por meio de projetos com parcerias públicas e privadas, que de fato efetivem as obras com rapidez e qualidade, com o intuito de garantir saneamento básico e saúde a população brasileira, diminuindo não só o índice de pessoas sem acesso a esses recursos como também evitando o possível contágio por doenças relacionadas a falta deles. Desse modo, o Brasil caminhará em direção ao objetivo proposto pela ONU para assegurar água potável e saneamento a toda população.