Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 05/10/2021

A obra “O Cortiço” de Aluísio Azevedo, publicada em 1890, retrata o ambiente insalubre e propício a doenças que os ex-escravos e trabalhadores viviam. Nesse sentido, apesar da publicação antiga do livro, essa produção retrata a crítica realidade brasileira acerca do saneamento básico, o qual é fortificado pela negligência governamental e ignorância da sociedade. Logo, urgem medidas para solucionar esse lamentável cenário.

Nessa conjuntura, destaca-se a banalização do Governo Federal com a regularização do saneamento básico a partir de investimentos relevantes nesse setor. Sob essa ótica, o jornal “O Globo” publicou que o corpo político brasileiro investe apenas 50% do valor visado para garantir uma boa higiene coletiva. Nessa perspectiva, compreende-se que o Estado está diretamente relacionado ao difícil cenário sanitário do Brasil, pois este possui inúmeros esgotos a céu aberto e lugares, como grande parte da região Norte, sem água. Dessa forma, é fulcral assegurar o investimento governamental para obras públicas, principalmente relacionadas ao saneamento básico.

Ademais, a ausência de instrução da coletividade quanto ao despejo correto do lixo contribui para a má higiene pública. Sob essa lógica, é válido ressaltar o seguinte pensando de Nelson Mandela: “A educação é a maior arma para mudar o mundo”. Nesse panorama, reflete-se que para atenuar essa realidade social é importante instruir a população acerca do descarte correto de dejetos, pois estes são capazes de entupir bueiros e poluir áreas hidrográficas, como é o caso do Rio Tietê. Visto isso, é necessário um posicionamento acerca da ausência de limpeza pública.

Em suma, o saneamento básico brasileiro possui fragilidades. Nesse viés, o Estado, responsável pela manutenção do bem-estar social, deve instruir a coletividade sobre ações adequadas com o meio natural, por meio da obrigatoriedade de disciplinas ambientais nos espaços educacionais, a fim de minimizar a má limpeza pública. Além disso, o tecido social precisa cobrar de seus dirigentes as aplicações de capital em obras governamentais, através de mobilizações sociais organizadas pelas redes sociais, como o Instagram. Assim, o ambiente exposto na obra literária de Aluísio não existirá no Brasil.