Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 05/10/2021

No filme sul-coreano ‘‘Parasita’’, lançado em 2019, apresenta como é a vida das pessoas da classe mais inferior da Coreia do Sul, em uma cena mostra como a chuva pode prejudicar o lugar onde vive uma das famílias do filme, alagando devido a falta de estrutura e saneamento básico do país. Saindo dos limites ficcionais, tal como no longa, o precário saneamento básico brasileiro, principalmente em lugares mais necessitados, é um grave problema, que requer providências imediatas, visto que, como houve um crescimento populacional de forma desordenada, as cidades cresceram com habitações irregulares, gerando diversos empecilhos sanitários. Tal cenário se intensifica, especificamente, devido a ausência de políticas públicas eficientes e processos de intensificação da desigualdade social, que cooperam com o atraso do bom saneamento.

Perante esse problema, cabe discutir, primeiramente, que há inúmeros desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro, e só está crescendo cada vez mais ao longo dos anos. Ocorrendo, especialmente, em virtude da falta de investimento por parte do Estado -não liberando verba para melhorar as condições no âmbito social-, uma vez que, é o responsável pela tardança de obras não concluídas para o tratamento de esgoto e o fornecimento de água. Diante disso, verifica-se as diversas consequências como, os riscos à saúde da população -doenças e agravamento das epidemias- a poluição urbana e dos recursos hídricos. Prova disso foi um levantamento do Ranking do Saneamento Básico de 2019 do Instituto Trata Brasil, na qual revelou que aproximadamente 35 milhões de pessoas não tem acesso à água tratada e 100 milhões sem coleta de esgotos. Assim nota-se que a falta de ações sobre o assunto é um fator que colabora para esse cenário.

Em paralelo a isso, é notório a desigualdade social presente e enraizada na cultura brasileira e de acordo com a Constituição: ‘‘Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais". Entretanto, a lei manteve-se só no papel, em virtude do descaso governamental em viabilizar ações que concretizem esse regulamento.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para mudar esse quadro. Assim o Estado -como encarregado de proteger seu povo-, deve promover políticas públicas eficazes, disponibilizando verba, a fim de concluir as obras de tratamento de água para a população. Isto posto, dar-se-á o primeiro passo para que cenas como vistas no filme ‘‘Parasita’’ não ocorram novamente no Brasil.