Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 04/10/2021

Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão, assima rocha retornava à base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se à luta cotidiana dos cidadãos brasileiros, os quais buscam ultrapassar as barrreiras que os separam do direito à saúde. Nesse contexto, não há dúvidas que a precaridade do saneamento básico é um desafio no Brasil, o qual ocorre, infelizmente, devido não só ao silenciamento sobre essa questão, mas também à negligência governamental.

Dessa forma, a falta de informações é um desafio presente no problema. Segundo a filósofa Djamila Ribeiro, é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que as soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado na questão do saneamento básico, visto que pouco se fala nas mídias de massa sobre os perigos que a falta de saneamento pode causar a saúde pública, por exemplo, na proliferação de doenças. Assim, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.

Em paralelo, a falta de investimento governamental é outro entrave no que tange à problemática. Para Zygmunt Bauman, os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Tal constatação é nítida na precaridade do saneamento básico, uma vez que, o governo brasileiro não busca investir em tratamento de esgoto como mostra uma reportagem do G1 que prova que 16% da população brasileira não tem acesso a água tratada. Assim, inverter a lógica de mercado e colocar os valores humanos em primeiro lugar é urgente.

Diante disso, medidas devem ser reduzidas para minimizar essa problemática. Para isso, o Poder Público deve investir no saneamento básico, por meio da destinação de verbas, a fim de reverter a supremacia de interesses mercadológicos que impera .. Dessa maneira, espera-se que a falta de saneamento básico seja minimizada no Brasil.