Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 30/09/2021

A partir de 1950, pouco tempo após o período da Segunda Guerra Mundial, países subdesenvolvidos como o Brasil sofreram uma forte, porém desordenada, urbanização, o que escancarou a falta de planejamento e os diferentes problemas presentes nos entremeios da sociedade. Não obstante deste cenário, hodiernamente, nota-se como o saneamento básico é precário na comunidade brasileira. Esta infeliz realidade decorre não só da falta de infraestrutura dos serviços públicos, como também devido à baixa quantidade de investimentos nesses setores.

A priori, é oportuno comentar a carência estrutural dos ramos governamentais brasileiros. De acordo com o SNIS, o Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento, 35 milhões de cidadãos não têm acesso à água tratada. Nessa pespectiva, depreende-se como pilares básicos de uma comunidade, desde que exercidos de forma ineficiente e não programada, apresentam falhas que afetam grandes parcelas da população e, por conseguinte, acentuam a miséria vigente nos diferentes corpos sociais. Dessa maneira, os diversos problemas comunitários, interligados entre si, elevam-se e, como consequência, influenciam de forma negativa em outras falhas de saneamento básico, caracterizando, assim, um ciclo ineficaz e, sobretudo, desordenado dos meios de estruturação social.

Outrossim, é imperativo destacar o baixo nível de investimentos públicos e suas respectivas consequências nas condições de vida da população. Segundo estudos da CNI, a Conferência Nacional da Indústria, a quantidade de dinheiro investido neste setor está abaixo da média anual necessária para tornar o serviço básico disponível a todos os brasileiros. Nesse viés, é notório como as pequenas taxas de capital depositadas nos setores estruturais basilares de nossa comunidade impactam substancialmente na vida dos diferentes indivíduos. Dessa feita, é lícito afirmar que a precariedade vinculada aos diferentes pilares da sociedade é agravada por uma falta de estruturamento ligado aos baixos níveis de aplicações financeiras nos distintos ramos do Estado.

Destarte, em vista dos fatos supracitados, é necessário que o governo, por meio de uma parceria com ONGs, Organizações Não Governamentais, de caráter social, crie um programa que vise melhorar e especializar trabalhadores, especialmente aqueles vinculados ao tratamento de água, a fim de que o saneamento básico brasileiro passe por melhorias possibilitadas pela evolução dos serviços comunitários. Ademais, cabe ao Ministério da Infraestrutura, mediante uma parceria com instituições privadas, elaborar projetos de financiamento nas diferentes vertentes da comunidade, com o intuito de que o cenário do Brasil deixe de ser caracterizado por uma urbanização desordenada e começe a ser noticiado como um sistema eficaz de gerenciamento dos serviços públicos.