Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 01/10/2021
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. De maneira análoga a isso, os desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro vem crescendo exponencialmente ao passar dos anos. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: negligência governamental e lacuna educacional.
Em primeiro plano, evidencia-se a negligência governamental como agravante no revés. Desse modo, o filósofo inglês, Thomas Hobbes, em sua obra ‘‘Leviatã’’, defende a ideia de que o Estado tem obrigação de promover meios que auxiliem o progresso comum. Todavia, esta tese não se aplica, uma vez que as autoridades governamentais, especialmente o Ministério do Meio ambiente não medem esforços para criar ações que resolveriam os problemas, como por exemplo a criação de redes de esgoto em lugares remotos. Assim, a falta destas redes implica na degradação da qualidade de vida dos moradores, pois favorece a proliferação de doenças transmissíveis, vide a leptospirose, transmitida nas águas contaminadas. Logo infelizmente, enquanto não houver uma ressignificação nesse sentido, os casos de enfermidades irão aumentar.
Ademais, é notório a lacuna educacional como coadjuvante na questão. Por esse ângulo, o pedagogo brasileiro, Paulo Freire, dissera que a escola tem que abandonar a metodologia exclusivamente tecnicista para desenvolver o pensamento crítico dos alunos. Porém, ao passar o ensino técnico, não prepara indivíduos que tenham consciência acerca dos impactos de suas ações no meio ambiente, como o descarte incorreto dos lixos nas ruas das cidades, que acarretam nos entupimentos dos bueiros públicos. Então, com esse exemplo de atitude degradadora, em conjunto com a negligência dos governantes, cria-se uma contribuição que desfavorece praticamente qualquer método de resolução do problema, visto que os que mais sofrem com os problemas acabam intensificando os mesmos. Destarte, é ilógico que uma nação que tenha ‘‘progresso’’ em sua bandeira, permaneça com atitudes que vão em desacordo com seus lemas, sendo necessário uma mudança nesse aspecto.
Portanto, indubitavelmente, fica evidente a necessidade de medidas que venham a reduzir os desafios para melhorar o saneamento básico brasileiro, Por conseguinte, cabe ao governo federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, direcionar os impostos federais a criação de obras de saneamento, aplicando nas áreas de mais carência e simultaneamente, estando presente nessas áreas, disseminando a informação acerca da preservação dos locais afetados, através de cartilhas e palestras em escolas públicas da região, a fim de que futuramente a sociedade não sofra com esses entraves básicos. Somente assim, a tese iluminista poderá se concretizar.