Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 05/10/2021
No filme sul-coreano “Parasita”, aborda-se a vida de uma família sem condições habitacionais adequadas, que moram quase no subsolo da cidade e com péssimas condições de saneamento básico, higiene e alimentação. Dito isso, a realidade brasileira se mostra análoga ao filme, com diversas famílias em situações tão precárias quanto, sem o mínimo que o próprio Estado deveria garantir ao povo. Desse modo, é evidente que o desmazelo governamental, que resulta na insuficiência da saúde básica, contribuem para esse cenário, o qual necessita de medidas para o progresso brasileiro.
Em primeira análise, a negligência estatal sempre foi explícita no âmbito social brasileiro. Em vista disso, desde no início da industrialização brasileira, o saneamento foi restrito às partes necessárias e com condições econômicas, enquanto a população menos abastada não recebeu o mesmo tratamento - por causa da grande desigualdade social enraizada no corpo social brasileiro -, sequer moradia tinham, por isso foram criadas as favelas, existentes até hoje, que praticamente não possuem estruturas de esgoto e lixo. Por conseguinte, a situação persiste de tal forma que, na atualidade, cerca de metade da esfera social não têm acesso a rede de esgoto, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento. Sendo assim, ações paliativas são essenciais nesse tipo de caso.
Ademais, no contexto da saúde pública, vê-se a carência de saneamento básico como grande causador de diversas doenças, principalmente do tipo viral e bacteriana, como a esquistossomose, que se adquire com facilidade em meio as impurezas impróprias. Dessarte, essa problemática atinge diretamente a saúde da sociedade brasileira, que é bastante afetada, e em evidência há as epidemias de dengue, zika e chikungunya, que são agravados pela inadequação de saneamento básico, que foram muito comuns nos últimos anos, a dengue atingindo seu ápice em 2019, com mais de 450 mil casos e muitas mortes, segundo o G1.
Portanto, é vital que medidas atenuantes sejam tomadas nesse quadro. Dessa maneira, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional, com o desenvolvimento projetos de estruturação de esgotos e redes de água à população brasileira, com profissionais capacitados e contratados pelo Estado. Além disso, em conjunto do Ministério da Cultura, em contribuição com a divulgação da importância do saneamento básico e as consequências de sua falta - para o estímulo populacional da obtenção dessas condições, que são necessidades básicas -, por intermédio de propagandas televisivas, novelas, filmes ou programas. Por fim, a saúde e as condições brasileiras não irão se equiparar com a tal ficção trágica do filme anteriormente citado.