Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 02/10/2021

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. De maneira análoga a isso, os desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro crescem exponencialmente ao passar dos anos. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: negligência governamental e lacuna educacional.

Em primeiro plano, evidencia-se a negligência governamental como agravante no revés. Desse modo, o filósofo inglês, Thomas Hobbes, em sua obra ‘‘Leviatã’’, defende a ideia de que o estado tem obrigação de promover meios que auxiliem o progresso comum. Todavia, esta tese não se aplica, uma vez que as autoridades governamentais, especialmente o Ministério do Meio Ambiente, não medem esforços para criar ações que resolveriam os problemas, como por exemplo a criação de redes de esgoto em lugares remotos. Assim, a falta destas redes implica na degradação da qualidade de vida dos moradores, pois favorece a proliferação de doenças transmissíveis, vide a leptospirose, transmitidas pelas águas contaminadas. Logo, infelizmente, enquanto não houver uma ressignificação nesse sentido, os casos de enfermidades irão aumentar.

Ademais, é notória a lacuna educacional como coadjuvante na questão. Por esse ângulo, o pedagogo brasileiro, Paulo Freire, dissera que a escola tem que abandonar a metodologia exclusivamente tecnicista para desenvolver o pensamento crítico dos alunos. Então, ao aplicar o modelo que exclui questões sociais, e foque somente no tecnicismo, ocorre um déficit no preparatório dos indivíduos a respeito da consciência acerca dos  impactos de suas ações no meio ambiente, como o descarte incorreto dos lixos nas ruas das cidades, que acarretam nos entupimentos dos bueiros públicos. Então, com esse exemplo de atitude degradadora, em conjunto com a negligência dos governantes, constitui-se um ciclo de prejuízo sobre os métodos de resolução do problema, visto que os que mais sofrem com os entraves acabam intensificando-os. Destarte, é ilógico que uma nação que tenha ‘‘progresso’’ em sua bandeira permaneça com atitudes que vão em desacordo com seus lemas, sendo necessária uma mudança nesse aspecto.

Portanto, indubitavelmente, fica evidente a necessidade de medidas que venham a reduzir os desafios para melhorar o saneamento básico brasileiro. Por conseguinte, cabe ao governo federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, direcionar os impostos federais a criação de obras de saneamento, aplicando nas áreas de mais carência e simultaneamente, ao permanecer nessas regiões, disseminar as informações acerca da preservação dos locais afetados, através de cartilhas e palestras em escolas públicas da região. a fim de que futuramente a sociedade não sofra destes problemas.