Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 04/10/2021

A falta de saneamento básico no século XIV propriciou a proliferação de diversas doenças. No Brasil hodierno, é notável a gritante desigualdade em relação a distribuição desde serviço público, sendo a região Norte a mais carente. Desse modo, o saneamento básico brasileiro precisa de melhorias, aumentando a quantidade de cidades atendidas por essa política pública, visando a melhora na qualidade do tratamento da água e do esgoto.

Primeiramente, a falta de políticas públicas é responsável pela alta taxa de mortalidade, em especial a infantil. Segundo o ranking da Assossiação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), somente 38 municípios da região Norte é capaz de oferecer saneamento adequado, consequentemente, em 2015, esta região foi responsável por um alto valor na mortandade infantil. Essa ausência do serviço público embora atinja diversas camadas, afeta principalmente, as classes mais baixas, isso é visível, nas comunidades que habitam em morros, população composta majoritariamente por pessoas carentes, são excluídas do planejamento, em razão da dificuldade para levar esse serviço comprometendo a saúde dessa comunidade. Nesse contexto, o tratamento da água é vital para a sobrevivência humana, pois possiblita que esteja proprícia ao consumo, entretanto no Brasil, há casas que não recebem nem água, segundo o Globo cerca de 18,4 milhões de brasileiros não recebem água diariamente. Além disso, o esgoto não tratado gera poluição dos rios, provocando não só a morte deste, por meio do processo de eutrofização, como também piora a qualidade da água. Com isso, tem-se uma quantidade absurda de águas poluídas, em 2016, um estudo realizado pela organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica em 111 rios brasileiros revelou que quase 24% das águas são de qualidade ruim ou péssima. Logo, a poluição dos rios provoca a redução da água potável disponível.

Portanto, o Ministério de Infraestrutura deve promover uma maior cobertura dos municípios com saneamento básico, criando novas redes de esgoto, melhorando a qualidade do tratamento do esgoto e amenizando os impactos ambientais, essas obras devem ser feitas nas comunidades carentes e focando na Região Norte, voltadas para população de baixa renda e a manutenção fica a cargo do governo estadual, a fim de diminuir os municípios sem saneamento básico e reduzir a poluição das águas. Ademais, o governo municípal deve fazer manutenção nas redes de esgoto anualmente, com a finalidade de preservá-lo. Com adoção dessas medidas o problema pode ser sanado.