Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 05/10/2021

Saneamento básico são serviços públicos fornecido pelo governo para à população, como acesso a água tratada, limpeza urbana e esgotamento sanitário. Contudo, no Brasil, há uma precariedade nessas atividades e muitas famílias sofrem por não conseguirem desfrutar de uma infraestrutura adequada. Dessa maneira, faz-se necessário destacar que a falta de planejamento das cidades e a desigualdade social, são alguns dos desafios enfrentados mediante a essa temática.

Em primeiro plano, vale ressaltar que, as cidades brasileiras não foram organizadas para receberem uma população tão grande. Na segunda metade do século XX, ocorreu um fenômeno chamado êxodo rural, o qual as pessoas saiam do campo e partiam para os centros em busca de emprego e melhores condições de vida. Porém, com essa migração desordenada, muitos indivíduos começaram a viver em situações desagradáveis, sem água potável e não tinham a possibilidade de obter algum saneamento básico. Todavia, passando-se um século, os lares do Brasil ainda sofrem com a falta desses serviços e, com isso, os cidadãos, principalmente os das áreas de periferias, continuam à mercê das doenças comuns em locais que essa infraestrutura é inexistente. Dessa forma, é de suma importância que haja uma mudança nesse cenário.

Além disso, a desigualdade enraizada no povo brasileiro, se tornou um grande desafio para essa problemática. Segundo o site Senado Notícias, 35 milhões de brasileiros não tem acesso a água tratada. Então, pode-se entender que a lei n°11.445, que garante aos indivíduos o direito de desfrutar do saneamento básico, não está sendo cumprida com eficácia, especialmente em lugares precários do País, os quais são esquecidos pelo Estado e pelo resto da população. Diante disso, precisa-se de reparos nessa lei.

Em resumo, a nação enfrenta uma precariedade no acesso ao saneamento básico e isso deve mudar. A priori, o Governo (municipal, estadual e federal) precisa desenvolver projetos como, por exemplo, instalações operárias de drenagem, de coleta e de abastecimento de água potável em cada região dos centros urbanos, com o intuito de minimizar o número de pessoas sem alcance desses serviços. Por outro lado, o Poder Legislativo tem que colocar mais em prática a lei n°11.445 nas áreas de periferias, para que assim todos possam desfrutar dos mesmos direitos e que essa desigualdade venha a se reduzir. Feitas essas ações, espera-se que todos os cidadãos brasileiros consigam usufruir desse saneamento básico.