Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 28/10/2021

Durante a Idade Média,  a falta de um sistema de saneamento básico e tratamento de água fazia com que a população vivesse em um ambiente de doenças fatais e mau cheiro constante. Atualmente, a Constituição Federal de 1988 garante esses direitos para todos os indivíduos. No entanto, os desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro ainda persistem, principalmente em razão da falta de conscientização social, que deve ser combatida.

Antes de tudo, é preciso observar a importância do saneamento. Nesse sentido, percebe-se que a água tratada contribui para a prevenção de diversas doenças, uma vez que pode se um veículo para a entrada de micro-organismos nocivos no corpo humano. Tal fato é notável historicamente, especialmente durante a epidemia de cólera ocorrida no século XIX, na qual muitos indivíduos vieram à óbito pelo consumo de água e alimentos contaminados, contraindo a doença.

Outrossim, é válido pontuar o comportamento social como impulsionador da problemática em questão. Sob essa ótica, dados do Banco Mundial apontam que mais de 2 milhões de toneladas de plástico são descartadas de maneira irregular no Brasil. Nesse contexto, os dejetos depositados incorretamente acabam expostos nas ruas ou contaminando corpos hídricos. Consequentemente, os sistemas de coleta de lixo e tratamento de água são prejudicados e necessitam de mais recursos para manutenção, tendo seus avanços bloqueados.

Portanto, faz-se mister modificar o quadro atual. Para tal, o Governo Fedefal deve direcionar mais investimentos para melhorias no saneamento básico. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, realizar ações educativas nas escolas e universidades. Tais atividades devem ser feitas por meio de palestras que exponham a importância da reciclagem e da separação correta de lixo para para higiene e saúde. Assim, o sistema de saneamento básico será menos prejudicado, podendo progredir para melhorar o bem-estar populacional. Por fim, a realidade vivida na Idade Média se limitará a um passado distante.